segunda-feira, 13 de junho de 2016

Empreendedorismo

Em nosso último módulo de curso tivemos aula de empreendedorismo com o docente Rafael Sanson. As aulas foram muito importantes, pois pudemos visualizar ainda mais as oportunidades de mercado de trabalho no setor turístico. 
O empreendedorismo é um conjunto de comportamentos e hábitos. Até pouco tempo, se imaginava que o empreendedor nascia empreendedor, mas hoje sabemos que as características de um empreendedor de sucesso podem ser adquiridas com capacitação adequada.

Quem deseja abrir o próprio negócio deve se informar, antes de mais nada. É preciso conhecer o mínimo a respeito da atividade que se pretende desenvolver e do mercado no qual quer se envolver. Familiarizar-se com aquilo que se deseja vender, seja o que for, é essencial. Ou seja, dominar o ramo de atividade. Algumas das características fundamentais para ser um bom empreendedor é ser resiliente e ter coragem para aceitar os riscos, além de ser uma pessoa inovadora, criativa e determinada.
No final do módulo de empreendedorismo apresentamos um plano de negócio que estávamos elaborado durante as aulas. Julia Carvalho do blog Poli Turismo e eu, elaboramos nosso plano de negócio focado no turismo temático. 

(Fonte da imagem: exame.abril.com.br)

Exposição Aprendendo com Anne Frank - histórias que ensinam valores.

Aprendendo com Anne Frank - histórias que ensinam valores é uma exposição que trouxe para os visitantes um exercício de reflexão sobre os acontecimentos do Holocausto e alerta para a corresponsabilidade de cada indivíduo na construção de uma sociedade mais justa, igualitária e pacífica. Chegou no Senac Piracicaba em maio de 2016 e permaneceu por 20 dias.
A exposição contou com alunos do Técnico em Guia de Turismo do período noturno e algumas pessoas do Técnico em Guia de Turismo do período da tarde, onde nós participamos como voluntários, pois a participação não contava como atividade avaliativa. Houve a participação dos alunos no Técnico em Arte Dramática que realizaram intervenções teatrais; participação dos alunos de Design de Interiores, que fizeram uma réplica do quarto da Anne Frank; participação dos alunos do Técnico em Computação Gráfica, que elaboraram o vídeo que foi projetado para os visitantes e participação dos alunos de Aprendizagem, que fizeram os tsurus que ficaram expostos no gazebo. 


Anne Frank é uma menina judia que, durante a Segunda Guerra Mundial, teve que se esconder para se escapar dos nazistas. Juntamente com mais sete outras pessoas, ela esconde-se em um anexo secreto em Amsterdã. Pouco antes de ir para o esconderijo, Anne recebe um diário de presente de aniversário. Ela começa a escrever imediatamente e, durante o seu tempo no esconderijo, escreve sobre os acontecimentos no Anexo Secreto bem como sobre si mesma. O seu diário é um grande apoio para ela. Depois de pouco mais de 2 anos escondidos, eles são descobertos e enviados para campos de concentração. Otto Frank é o único das oito pessoas do esconderijo que sobrevive à guerra. Durante a sua longa viagem de volta à Holanda, ele fica a saber que sua mulher, Edith, morreu. Ele ainda não sabe o que aconteceu às suas filhas e mantém a esperança de reencontrá-las vivas. O seu retorno a Amsterdã ocorre no início de junho. Em julho, na tentativa de encontrar as suas filhas, Otto recebe a notícia de que ambas morreram de doença e fome em Bergen-Belsen. Miep Gies entrega-lhe então o diário e os papéis de Anne. Otto lê o diário e descobre uma Anne completamente diferente.
O "Diário de Anne Frank", publicado originalmente em 1947, se tornou um dos relatos mais impressionantes das atrocidades e horrores cometidos contra os judeus durante a Segunda Guerra Mundial. A força da narrativa desta adolescente — que mesmo com sua pouca experiência de vida foi capaz de escrever um testemunho de humanidade e tolerância — a tornaria uma das figuras mais conhecidas do século XX.

Anne Frank (Fonte da imagem: www.annefrank.org)

Na parte do gazebo no Senac, os visitantes podiam se deparar com a história de Sadoko Sasaki Sasaki, que foi uma garota japonesa que vivia distante do epicentro da bomba que atingiu Hiroshima e juntamente com a mãe e o irmão, saiu ilesa do ataque. Mas consta que durante a fuga, eles foram encharcados pela chuva radioativa que caiu sobre Hiroshima ao longo daquele dia fatídico. Ela tinha apenas 2 anos de idade quando se tornou uma vítima da bomba atômica.
Em 3 de agosto de 1955, Chizuko Hamamoto, amiga de Sadako, visitou-a no hospital e fez para ela um origame de um Tsuru. Sua amiga lhe contou a lenda popular japonesa onde quem faz mil Tsurus de origami tem direito a um desejo atendido pelos deuses, desde então, todo dia Sadako passou a fazer seus Tsurus sempre com o mesmo pedido, se curar e voltar a viver normalmente, como sua doença foi causada pela bomba, ela pediu também pela paz da humanidade. Sadako conseguiu fazer 646 Tsurus de papel e após sua morte, seus amigos fizeram mais 354, para que ela fosse enterrada com os mil Tsurus.

                   Desenho em homenagem a Sodoko Sasaki (Fonte da imagem: redflag.org)

O guiamento pelos andares do Senac acerca da exposição, contou com informações sobre pessoas que conviveram com a Anne Frank e algumas curiosidades sobre ela, explicação sobre a ideologia nazista e simbologia, destruição e reconstrução da Europa, as atrocidades cometidas por Josef Menguele, charges fazendo crítica à ideologia nazista e curiosidades sobre a 2º Guerra Mundial. Entre um guiamento e outro aconteciam as intervenções teatrais realizadas pelo alunos do Técnico em Arte Dramática.

Atriz interpretando Anne Frank 

Durante o guiamento, usamos em nossas roupas uma tulipa amarela. Na época do nazismo, as pessoas que não aceitavam a ideologia usavam tulipas amarelas como forma de protesto. A cor amarela representava a cor da estrela de Davi usada pelos judeus. 


Fiquei responsável por apresentar sobre a simbologia nazista, onde falei sobre a Suástica, SS Schutzstaffel e sobre os triângulos invertidos. 

A palavra suástica remete inevitavelmente à época do nazismo. Neste período, o símbolo ficou marcado no mundo todo como sinônimo de morte, sangue e ódio contra os judeus. Mas a suástica não foi somente utilizada pelos nazistas liderados por Adolf Hitler. Muito antes disso, em outras culturas, a suástica era utilizada como um símbolo místico em muitas épocas e foi utilizada por diferentes povos. Também chamado de cruz gamada, o desenho possui detalhes gráficos que diferem de uma cultura para outra. O posicionamento dos braços que compõe o símbolo tinha significações religiosas completamente opostas. Quando seus braços estão em sentido horário, conforme na bandeira nazista, a suástica seria um símbolo de azar, caso contrário seria um símbolo de sorte. A suástica nazista transmite a noção de movimento e essa noção de movimento pode indicar ciclos ou mesmo um caminho do progresso, como uma ação contínua, com a sociedade sendo regenerada nesse movimento. Uma das teorias é que no nazismo ela significaria o progresso da nação alemã.
Existe uma lei que diz não ser permitido fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo.
Outra curiosidade é que no início no século 20, a Coca- Cola distribuiu vários pingentes promocionais com a suástica. Ironicamente, os combatentes da quadragésima quinta divisão de Infantaria Americana utilizaram uma suástica laranja durante a Primeira Guerra Mundial.

Suástica utilizada na bandeira nazista (Fonte da imagem: Wikipedia)

A SS Schutzstaffel surgiu como guarda pessoal de Adolf Hitler na Alemanha e se tornou, mais tarde, uma das maiores organizações nazistas. A SS era uma tropa constituída por homens de elite rigidamente disciplinados e que chegou a absorver a Gestapo (polícia secreta nazista). O símbolo da SS é a runa Sigel duplicada e está ligada ao poder e ao sol. Uma das possíveis teorias para a utilização desse símbolo na SS é a menção ao poder que a SS continha para levar os judeus para os campos de concentração, simbolizando o pôr do sol.

Símbolo da SS Schutzstaffel (Fonte da imagem: Pinterest)

Face ao enorme remanejamento nos campos de concentração e para efeito de transporte de prisioneiros que cumpriam tarefas fora dos campos, em vez de números, os administradores tiveram de elaborar uma engenhosa solução gráfica de identificação, que os facilitava no monitoramento entre outros cidadãos que trabalhavam nas indústrias bélicas. Esses prisioneiros, requeridos a serviço dentro ou fora dos campos, eram obrigados a usar triângulos coloridos  e invertidos nas vestes para sua rápida identificação ao longe. Eram as cores dos triângulos que facilitavam identificar tanto o campo de origem do prisioneiro como seu idioma. Além do código das cores, alguns subgrupos tinham o complemento de uma letra localizada no centro do triângulo, para especificar prefixo do país de origem do prisioneiro. 

Triângulos invertidos (Fonte da imagem: avidanofront.blogspot.com.br)

Nós do curso técnico em Guia de Turismo, fomos auxiliados pelo docente Fabrício Medeiros e pela bibliotecária Rita Aguiar. Abaixo você pode conferir uma reportagem gravada pelo Programa Extravasa  onde Rita conta sobre a exposição.








Visita Técnica à Curitiba (PR)


Nossa última visita técnica realizada durante o curso ocorreu em Curitiba nos dias 04 e 05 de junho de 2016. Acredito que tenha sido uma ótima experiência para todos, pois a maioria dos meus colegas de sala nunca haviam ido à Curitiba ou andado de avião. Realizamos o embarque no sábado (dia 04) no Aeroporto Internacional de ViraCopos em Campinas e desembarcamos no Aeroporto Internacional Afonso Pena, um aeroporto localizado em São José dos Pinhais, na Grande Curitiba, a 18 km do centro da capital paranaense.


Fomos acompanhados pelo Guia de Turismo local chamado Leandro e o hotel em que ficamos hospedados chama-se Go Inn, e contava com uma equipe bem treinada e muito receptiva. Tanto nosso check-in quanto nosso check-out foi feito com muita rapidez. Café da manhã completo no domingo e internet disponível em todos os ambientes.

Abaixo, nosso roteiro:

Curitiba nasceu indígena e portuguesa, no primeiro planalto do Paraná, 934 metros acima do nível do mar. Seu nome significa pinheiral, na linguagem dos índios Guarani. Remete à predominância do pinheiro-do-Paraná em seu território.
A "certidão de nascimento" de Curitiba assinala o dia 29 de março de 1693, quando foi criada a Câmara Municipal. Naquele final de século XVII, a cultura era de subsistência e a atividade econômica tinha base na mineração.
O ciclo econômico seguinte foi o tropeirismo: condutores de gado viajavam entre Viamão, no Rio Grande do Sul, e a Feira de Sorocaba, em São Paulo, de onde os animais eram levados para Minas Gerais. Os tropeiros faziam invernadas a meio caminho, nos "campos de Curitiba", acampamentos que só eram desmontados depois da estação fria. Aproveitavam o inverno para fazer negócios e acabaram induzindo Curitiba à condição de importante entreposto comercial.
Muitas outras marcas se devem ao ciclo tropeiro, que durou mais de dois séculos: a erva-mate na forma de chimarrão (quente, porque o tererê dos índios era com água fria), o uso de ponchos de lã, a carne assada, o fogo de chão que provocava as rodas de prosa e os "causos", o sotaque escandido - leitE quentE -, a abertura de caminhos e a formação de povoados.
Dois outros ciclos econômicos foram praticamente paralelos na história de Curitiba: o da erva-mate e o da madeira. Sua expansão, no final do século XIX, motivou a construção da Estrada de Ferro Paranaguá-Curitiba, primeira ligação da capital da então Província do Paraná com o Litoral. Feita em cinco anos (1880-85), a ferrovia é uma das maiores obras da engenharia nacional, graças aos irmãos engenheiros Antonio e André Rebouças. Utilizou grandemente a força de trabalho dos imigrantes, chegados em massa desde meados dos anos 1800.
Curitiba se beneficiou, no início do século XX, com a riqueza oriunda dos engenhos de erva-mate. Seus proprietários, os "barões da erva-mate", construíram mansões para moradia na capital, em boa parte preservadas em dois conjuntos significativos, nos bairros Batel e Alto da Glória.
O ciclo econômico seguinte foi o da monocultura do café, que semeou cidades no norte do Estado do Paraná, com reflexos evidentes sobre a economia da capital.
Castigado pelas intempéries, o café foi sendo aos poucos substituído pela soja, até sua completa erradicação após a geada negra de julho de 1975.
A cultura mecanizada da soja expulsou trabalhadores do campo. Curitiba recebeu grandes contingentes de migrantes. Precisou de decisões rápidas para evitar o caos urbano e antecipar demandas futuras. Investiu no planejamento urbano e na gestão municipal centrada no homem, ou seja, nos 1.587.315 habitantes recenseados em 2000.

Araucária, espécie arbórea muito encontrada na região Sul do Brasil 

O ponto turístico que fiquei responsável por apresentar no sábado, foi o Jardim Botânico, que é um dos principais cartões postais de Curitiba e é considerado um dos espaços públicos mais conhecidos e visitados de Curitiba, o Jardim Botânico – inaugurado no dia 05 de outubro de 1991 – contempla 178 mil m² de área verde e muita história. O nome oficial é uma homenagem a Francisca Maria Garfunkel Rischbieter, considerada uma das pioneiras no planejamento urbano da cidade.
O Jardim Botânico tem na estufa o seu principal destaque. Em estilo art-nouveau e inspirada no Palácio de Cristal de Londres, o local é aberto ao público e abriga uma série de espécies da floresta atlântica, como por exemplo, caetê e palmito. Há no seu interior uma estátua em homenagem ao Dia Mundial do Habitat. A área também é muito procurada por fotógrafos e oferece uma bela visão do jardim em estilo francês do Botânico.
Além da estufa, uma das principais atrações fica por conta do Jardim das Sensações. O espaço visa estimular os sentidos através da experiência envolvendo plantas. Ao longo de um trajeto de 200 metros, o visitante – com os olhos vendados – têm a possibilidade de tocar, cheirar e sentir a textura de mais de 70 espécies de plantas localizadas no interior do jardim. O passeio é gratuito e pode ser realizado de terça-feira a domingo das 9h às 17h.
Assim como o Jardim das Sensações, o parque também é sede do Museu Botânico Municipal. A história do local, que conta com cerca de 400 mil plantas secas identificadas e preservadas, remete ao pioneirismo de Gerdt Guenther Hatschbach. Nascido em 1923, o Doutor Honoris Causa em Botânica foi convidado pelo então prefeito de Curitiba Ivo Arzua para compor o museu, inicialmente instalado no Passeio Público. Hatschbach – desde os 18 anos colecionando plantas – coletou ao longo de sua carreira mais de 80 mil exemplares, com destaque para 500 novas espécies. A importância de seu legado se traduz em números: 177 plantas levam o nome Gertii ou Hatschbachii na espécie, em sua homenagem. Gerdt Guenther Hatschbach faleceu em abril de 2013 e atualmente dá nome a um espaço no Museu Botânico de Curitiba.
Outro ponto bastante fotografado e apreciado no Jardim Botânico é a estátua “Amor Materno”, do artista polonês João Zaco Paraná. Inaugurada no dia 09 de maio de 1993 – na gestão municipal de Rafael Greca de Macedo – a obra contem os seguintes dizeres: “Homenagem da comunidade polonesa a todas as mães paranaenses que, geradoras da vida, dão alma à Curitiba Tricentenária”. A obra original, datada de 1907, está localizada no Rio de Janeiro. A cópia veio para Curitiba como um presente da Braspol – Representação Central da Comunidade Brasileiro-Polonesa no Brasil.

A proporção conquistada pelo Jardim Botânico está intrinsecamente ligada aos costumes da região. Em 1992, um ano após a inauguração do local, foi formalizado um plebiscito com o intuito de alterar o nome do bairro, até então oficialmente chamado de Capanema. Através do IPTU, todos os moradores tiveram a oportunidade de votar, e o resultado final trouxe 1.341 pessoas a favor da mudança do nome em homenagem ao parque, contra 351 votos. Antes mesmo de surgir o Jardim Botânico, grande parte da região era contemplada por terras pertencentes a Guilherme Schüch, grande figura na política brasileira, conhecido como o “Barão de Capanema”. A importância do personagem era tanta, que em 1880, D. Pedro II visitou o local e o considerou como um dos mais belos hortos do período imperial.
O Jardim Botânico de Curitiba fica aberto das 6h às 20h (no horário de verão até às 21h), todos os dias. O Jardim das Sensações fecha na segunda-feira. Fica na Rua Eng. Ostoja Roguski, s/ n°, no bairro Jardim Botânico. Há entrada também pela Av. Prefeito Lothário Meissner.


Ao visitar o Bosque do Papa pudemos conhecer Danuta Lisicki de Abreu, coordenadora do Bosque do Papa e representante da Missão Católica Polonesa. Se você clicar aqui, será direcionado para o acervo digital da UFPR, efetue download e poderá conferir uma entrevista com a Sra. Danuta. 



No sábado nosso almoço foi no restaurante Boi Dourado e o jantar no famoso restaurante Madalosso, o maior da América do Sul. Ainda tivemos a honra de conhecer a Sra Flora Madalosso, fundadora e proprietária de lá. 


O ponto turístico que fiquei responsável por apresentar no domingo foi a Igreja de Nossa Senhora do Rosário de São Benedito.

A antiga Igreja do Rosário, construída pelos escravos, era ponto de referência para a cidade de Curitiba a partir de 1737. Serviu de local de culto para os negros, foi a Igreja Matriz de Curitiba de 1875 a 1893, durante a construção da Catedral na Praça Tiradentes. Acolheu também imigrantes poloneses que encontraram ali um local para suas celebrações. A atual Igreja do Rosário, com características neocoloniais, foi construída no local da antiga, demolida em 1931.
O frontispício (fachada principal) da Igreja apresenta em azulejos da antiga Igreja uma procissão de colonos que se dirige ao oratório, encimado pela imagem de Nossa Senhora. O interior da Igreja ostenta um conjunto de vitrais totalmente restaurados: os maiores apresentam cenas de vida de Jesus, acentuando o Cristo juiz e o Cristo médico que cura os doentes. Os demais vitrais mostram imagens de santos de devoção popular ou que são invocados durante o ano.
O nome original era Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos de São Benedito. Com a abolição da escravatura perdeu sua razão original de ser a igreja dos descendentes de escravos.
A partir de 1951, com a presença dos jesuítas, a Igreja busca cada vez mais sua identidade: ela está inserida na realidade da Arquidiocese de Curitiba, procura ser um centro irradiador da Espiritualidade Inaciana e tem, a partir de sua localização, a missão de acolher todas as pessoas em busca de recolhimento, oração e atendimento espiritual.
 Além disso, a partir de 1971 é chamada oficialmente de Santuário das Almas, para celebrar a Esperança cristã, fazendo a memória diária das pessoas falecidas.
No interior da Igreja existe uma Via-sacra com azulejos em estilo português, além do túmulo do Monsenhor Celso Itiberê da Cunha, antigo pároco de Curitiba, falecido em 1931.
Aos domingos às 8h é celebrada a Missa do Turista e Feirantes.

Endereço: Rua Trajano Reis, 14 – Praça Garibaldi – CEP 80510-220 - São Francisco – Curitiba (PR)
E-mail: igrejarosario.curitiba@gmail.com
Telefone: (41) 3322-3150


Um ponto turístico que gostnte de visitar em Curitiba foi a Mesquita Imam Ali ibn Abi Tálib, templo religioso da comunidade muçulmana de Curitiba. 
Seu nome homenageia um importante guia espiritual, tido como sucessor legítimo de Maomé pelos muçulmanos do grupo xiita. Por séculos, essa reverência a Ali é motivo de discórdia com os sunitas, que compõem o maior ramo da religião e acreditam na ausência de herdeiros do famoso profeta. Embora seja histórica, essa divergência não tem vez sob o teto do templo curitibano, um dos poucos no mundo a receber não só os diferentes adeptos do islamismo como o público de qualquer fé. 
O fato de rezarem lado a lado sob o mesmo teto atiçou a atenção de diversos pesquisadores ao redor do mundo. Como é o caso do professor de filosofia medieval árabe da Universidade Federal de São Paulo, Jamil Ibrahim Iskandar. “Isto não é comum. É o único caso no Brasil. Normalmente cada doutrina tem a sua mesquita. Mas o caso de Curitiba é histórico, pois isso ocorre desde 1957”, sentencia. “A tolerância se deve ao fato de os primeiros imigrantes libaneses terem tido a sorte e a lucidez de se unirem em um país desconhecido. Foi a preservação cultural mediada pela religião

Para entrar na Mesquita deve-se tirar os sapatos e no caso mulheres também cobrir a cabeça com véu. 
Ela fica localizada na Rua Doutor Kellers, 383, São Francisco e seu telefone é 3222-4515.



Em nosso último dia de visita técnica almoçamos no restaurante Cantinho Mineiro e fizemos nosso lanche da tarde em uma padaria. Quando chegamos no Aeroporto Internacional Afonso Pena para pegarmos nosso voo com destino ao Aeroporto Internacional de ViraCopos em Campinas, os docentes que nos acompanhavam (Sandra Zotelli e Fabrício Medeiros) foram resolver o caso da perda do documento de identidade de uma aluna e após isso pudemos embarcar e retornar à Piracicaba. 

Nessa viagem não tivemos funções técnicas para todos os alunos, pois a docente e Guia de Turismo Sandra Zotelli se propôs a executar as funções para que pudéssemos observar um Guia de Turismo trabalhando. 

Para conhecer algumas curiosidades sobre Curitiba, basta clicar aqui.

Visita Técnica à Socorro (SP) e Monte Sião (MG)

Nossa penúltima visita técnica contou com os seguintes atrativos:

Socorro - SP

Rio do peixe - ônibus
História de Socorro
Fazenda campo dos sonhos
Palácio das Águias - Paço Municipal
Museu Municipal
Feira de malhas
Horto Municipal
Mirante do Cristo
Parque do Monjolinho

Monte Sião - MG

História de Monte Sião
Igreja Nossa Senhora do Rosário
Igreja Nossa Senhora da Medalha Milagrosa
Museu Histórico e Geográfico
Fábrica de Porcelana
Mosteiro da Santíssima Trindade
Fazenda Morro Pelado
História de Águas de Lindóia

Nos hospedamos no hotel Minas Square e contamos com a ajuda de dois guias locais: Eduardo no sábado em Socorro e Cristiane no domingo para auxiliar-nos em Monte Sião. Além de conhecermos Socorro e Monte Sião, passamos também por Águas de Lindóia onde foi apresentada a história da cidade.

História de Socorro

Socorro comemora sua fundação no dia 9 de agosto, data em que foi rezada a primeira missa na capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em 1829, no mesmo local hoje se encontra a igreja da Padroeira que deu origem ao nome da cidade. A cidade cresceu em um braço da Serra da Mantiqueira, a 132 km de São Paulo e faz parte do Circuito das Águas Paulista. É banhada pelo rio do Peixe, onde corredeiras e lindas cachoeiras fazem a alegria dos amantes de esportes de aventura que atraem para a cidade uma grande variedade de turistas.
Além do turismo convencional e o de esportes de aventura, a Estância de Socorro tem por base econômica a agricultura e centenas de micro empresas de malharia. Os preços baixos e a constante renovação das malhas, o clima ameno, o ar puro, as águas medicinais, os recantos de beleza natural, seus hotéis, pousadas e centros de lazer atraem, a cada dia, mais turistas para a cidade. A modernidade se mistura com os casarões do fim do século 19 e início do século 20, a exuberante natureza e a tranquilidade deu origem ao slogan:
Socorro, caminhos da natureza.

História de Monte Sião:

O primeiro registro que se tem história sobre Monte Sião data do ano de 1790, quando a era da mineração já estava em decadência na região, principalmente no distrito vizinho de São Pedro, em Arraial de Ouro Fino. Com o desenvolvimento da pecuária e agricultura, a busca por terras para formação de fazendas trouxe ao local o fazendeiro Major Antônio Bernardes de Souza.
Em 1838, o fazendeiro atribuiu à área aspectos de Arraial, chamando a terra de "Jabuticabal". Mas o nome que acabou ficando mais conhecido foi Monte Sião, dado por missionários que estavam de passagem no local e avistaram um acidente geográfico parecido com o Monte Sião do Oriente Médio, que mais tarde foi nomeado como Morro Pelado.
Monte Sião passou à categoria de distrito em 27 de abril de 1854, por conta da Lei 665. Inicialmente, o povoado era ligado ao município de Pouso Alegre e, em 1880, também ao município de Ouro Fino. Com a chegada dos imigrantes italianos em 1888, a população da região passou a se dedicar ao cultivo do café e, graças a esta atividade, pôde prosperar.
Foi apenas no século seguinte que o povo monte-sionense conquistou outros atributos à sua terra. Em obediência ao decreto 3208, baixado pelo governador Milton Soares Campos, o povo monte-sionense festejou, no dia 6 de janeiro de 1950, a instalação de sua Comarca. Sete anos mais tarde, passa a ser Estância Hidromineral (inserida na região de Poços de Caldas, suas águas tem propriedades medicinais) e, finalmente, em 1982, Monte Sião é transformada em cidade turística.

História de Águas de Lindóia

Águas de Lindóia surgiu ao redor das fontes minerais que intrigaram os tropeiros que passavam pela região, no século 19, em busca do ouro. Eles notavam que seus ferimentos e de seus cavalos melhoravam ao se banhar nas águas que ali brotavam.
Em 1913, Dr. Tozzi, vindo da Itália a convite do padre italiano Carmine D´Angelo, pároco da cidade de Socorro, construía seu pequeno consultório de pau-a-pique para atender pessoas que passavam por esta região e, aos poucos, trazia para cá tudo o que seria necessário para a auto-suficiência de uma estância.
Em 1926, conseguiu através de sua influência, trazer para cá a renomada cientista Madame Curie, prêmio Nobel de Química e Física que, analisando nossas águas, constatou suas propriedades terapêuticas.
Em 1929 surgia o Hotel Glória (hoje, Grande Hotel Glória), com um belo salão para refeições, salão para refeições dietéticas, salão de diversões, cozinha ampla, apartamentos de 2 ou três quartos, água corrente, iluminação elétrica, banheiros independentes e outros "luxos". O novo hotel mudou a rotina do lugar realizando sofisticados bailes com música ao vivo que terminavam precisamente às 22 horas, por ordem expressa do Dr. Tozzi visando benefício da saúde dos hóspedes! Nem mesmo o presidente da província de São Paulo, Washington Luiz, mais tarde presidente do Brasil, escapou do excesso de zelo do médico italiano, e sempre resignou-se a encerrar suas danças no horário determinado quando se hospedava no Hotel Glória.
Após o falecimento de Dr. Francisco Tozzi, seu genro, Dr. Vicente Rizzo, conseguiu do Governo do Estado a lei de criação da Estância Hidromineral de Lindóia. Em 1954 iniciava a construção do novo Balneário.
Quem visita o Balneário Municipal hoje ainda encontra a nota fiscal emitida em 02 de abril de 1969, três meses e meio antes do homem chegar à lua pela primeira.
Segundo este documento, foram embarcadas para Cabo Kennedy, a pedido da NASA, cerca de 1200 garrafas com 500 ml contendo água mineral de Águas de Lindóia.
Algumas pessoas que trabalharam na empresa engarrafadora naquela época confirmam a história e acrescentam que a água enviada foi retirada da Fonte Santa Filomena, que ainda jorra no Balneário.
O site da NASA comprova que a cápsula Eagle, onde 3 astronautas fizeram a viagem, possuía dois reservatórios para água, mas não especifica com qual água eles foram abastecidos.
Os motivos que teriam levado a NASA a escolher a água mineral de Águas de Lindóia é a baixa acidez e rápida absorção pelo organismo.

O Ponto turístico apresentado por mim foi o Mosteiro Santíssima Trindade, que é tido como um dos maiores em número de monges professos do Brasil. Homens e mulheres que dividem as atividades diárias e ficam separados em suas clausuras no Mosteiro, realizam atendimento espiritual gratuito para todos que necessitam de uma palavra de conforto. A manutenção do mosteiro é garantida pelo trabalho dos monges que dedicam-se à pesca, horta orgânica, venda de artigos religiosos, trufas, cookies, pães de queijo,  tricô feito com retalhos, entre outros. 
Retalhos, linhas e aviamentos fazem parte do trabalho de alguns monges que vivem no Mosteiro da Santíssima Trindade e trabalham no ofício de costura do local, onde foi criada e lançada a grife ‘Afeto’. Peças de roupas produzidas pelos monges foram apresentadas pela primeira vez na Feira Nacional de Tricô em 2013.
A matéria-prima das roupas são os retalhos doados pelas confecções de tricô existentes na cidade. Cada peça é única e leva no mínimo três dias para ficar pronta.

Para mais informações sobre eles basta acessar www.mongesdatrindade.org.br

Endereço: Mosteiro Santíssima Trindade Rodovia MG-459
Telefone: (35) 3465-1544

Irmão Francisco nos recebendo no Mosteiro

A função técnica que fiquei responsável por executar foi a escolha de um lugar para almoçarmos em Socorro. Escolhi o Restaurante Assis pela localização, preço, fornecimento de cortesia e opções vegetarianas. O self service à vontade por pessoa com direito a sobremesa ficou R$22,90 e suco/refrigerante no valor de R$04,00. 
Endereço: R. Cel. F Domingues, 301 - Centro, Socorro - SP, 13960-000 (Praça da Matriz ao lado do INSS)
Tel: (019) 3895-5301

Um ponto turístico que gostei bastante foi a Gruta dos Anjos em Socorro, uma gruta artificial formada pela extração de minerais (quartzo, feldspato e granito).


Enquanto estive lá gravei um vídeo enquanto andava de pedalinho com a Marcela do blog Dinastia Turística, confira abaixo:



Diferença entre Guia de Turismo e Guia Turístico

Ás vezes sempre nos confundimos quando vamos acentuar ou escrever uma palavra, usar algum termo, entre outras coisas. Algo que confunde muito várias pessoas é se os termos "Guia de turismo" e "Guia turístico" tem o mesmo significado. Ninguém é obrigado a saber de tudo, mas é importante lembrar que são coisas distintas e que se você chamar um Guia de Turismo de Guia Turístico talvez ele não demonstre, mas possa se constranger. Mas então, qual é a diferença?




Guia de Turismo é o profissional que acompanha e explica os atrativos, tendo como categorias:

Guia Regional: quando das suas atividades compreender a recepção, o traslado, o acompanhamento, a prestação de informações e assistência a turistas, em itinerários ou roteiros locais ou intermunicipais de uma determinada unidade da Federação, para visita a seus atrativos turísticos;

Guia de Excursão Nacional: quando das suas atividades compreender o acompanhamento e a assistência a grupos de turistas durante todo o percurso da excursão de âmbito nacional ou realizada na América do Sul, adotando em nome da agência de turismo responsável pelo roteiro, todas as atribuições de natureza técnica e administrativa necessárias à fiel execução do programa;

Guia de Excursão Internacional : quando das suas atividades compreender as atividades do Guia de Excursão Nacional para os demais países do mundo;


Guia Especializado em Atrativo Turístico: quando das suas atividades compreender a prestação de informações técnico-especializadas, sobre determinado tipo de atrativo natural ou cultural de interesse turístico, na unidade da Federação para o qual o mesmo se submeteu a formação profissional específica.




Guia Turístico: é o roteiro impresso, com informações dos passeios. Você pode adquiri-lo gratuitamente em pontos turísticos e/ou prefeitura de cada cidade. 




Agora que já sabemos, não podemos mais esquecer e chamar um Guia de Turismo de Guia Turístico, certo?


E lembre-se também que o Guia de Turismo pode ser o responsável pelo enriquecimento da experiência dos viajantes! Confira abaixo um vídeo que mostra a importância desse profissional:


(Fonte das imagens contidas nesse post: galeria.colorir.com, www.resumeok.com, turismoeservicos.com.br e edições realizadas por mim)

Visita Técnica à Brotas

Em nossa antepenúltima visita técnica do curso, fomos à Brotas e também tivemos uma parada em Águas de São Pedro. Com o guia local de Brotas que é conhecido por "Buza", fomos bem auxiliados em nossa viagem e obtivemos informações de grande valia sobre a cidade.

História de Brotas

Por volta de 1839, foi construída uma capela dando origem à primitiva povoação local. O território, inicialmente, pertencia à sesmaria da região de Araraquara e era cortado pelas trilhas de expansão de Minas para o interior do Estado.
Os primeiros a se fixarem na região foram famílias mineiras "Gente que estava apenas abandonando o sonho das minas para substituí-lo pelo sonho da permanência, do plantio, da fixação 'a terra" - BUSSAB(1992).
Brotas tornou-se distrito de Araraquara em 1841, sendo em 1853 transferido para Rio Claro e tornou-se município em 22 de agosto de 1859. O aniversário da cidade é comemorado no dia 03 de maio, por ocasião de uma antiga comemoração católica, a de Santa Cruz.
Brotas teve sua fase de maior desenvolvimento, na década de vinte e trinta, época da expansão do café para o interior paulista. Viveu em função desta atividade econômica até sua crise definitiva. É marcante a presença de imigrantes italianos e seus descendentes que tiveram influência nos rumos políticos da cidade. 
A crise do café trouxe um período de estagnação econômica ao município que na época perdeu população para os grandes centros urbanos. A taxa anual de crescimento da população tornou-se positiva à partir da década de oitenta.
Atualmente, o município ainda possui uma economia predominantemente agrícola, onde destaca-se também a agroindústria da cana, que hoje abriga a maior parte da mão-de-obra.
Considerando-se a tradição agropecuária e os recursos naturais do município, cachoeiras, matas preservadas e serras, a atual administração municipal junto com a população tem desenvolvido uma economia turística, com base no ecoturismo (turismo rural, turismo aventura, como caminhadas, arborismo, esportes de aventura e várias atividades praticadas junto à natureza), que visa uma alternativa de desenvolvimento sustentável para o município.

Passeios em Brotas (Fonte da imagem: porviagensmelhores.com)


História de Águas de São Pedro

Fundada em 25 de julho de 1940 por Octávio de Moura Andrade, Águas de São Pedro é o segundo menor município brasileiro em extensão territorial com apenas 3,64 quilômetros quadrados. Com um crescimento projetado e apenas 3.0004 moradores de acordo com o último censo realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a estância coleciona índices de excelência quando o assunto é qualidade de vida.
Considerada também cidade-saúde, o município sobrevive principalmente de seus potenciais turísticos e das águas sulfurosas usadas para tratamentos de diversas enfermidades. O turismo é a principal atividade de Águas de São Pedro, que recebe em média 5.000 turistas em finais de semana comuns. O número chega a ser bem maior nos feriados prolongados e em datas comemorativas como Ano Novo, Natal e Carnaval, quando passam ao menos 10 mil visitantes pela estância.
A descoberta das águas medicinais, no entanto, foi por um acaso. Na década de 20, o então fundador da estância contratou o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), hoje USP (Universidade de São Paulo), para analisar as águas minerais descobertas acidentalmente na busca por petróleo.
A emancipação de Águas de São Pedro – antes pertencente a São Pedro – só aconteceu no ano de 1948. Impulsionada pelos banhos de águas medicinais oferecidos no primeiro balneário construído pelo fundador da cidade, mais pessoas procuravam por Águas de São Pedro e os investimentos começaram a crescer.
Em algumas décadas, o município ficou conhecido nacionalmente e internacionalmente pela sua qualidade de vida e sossego. Mais de 50% da população que reside na estância são idosos. Em Águas de São Pedro, não existe zona rural e área destinada para a vinda de indústrias.
A procura por petróleo na década de 30 resultou o que muitos acreditam ser o grande ‘ouro’ da estância: as águas medicinais, usadas para tratamentos estéticos, terapêuticos e até mesmo renais. No balneário são encontrados três tipos de águas: a fonte da Juventude (a 2ª em teor de enxofre no mundo e indicada para tratamento de reumatismo, alergia, diabetes, asma, colites, moléstias da pele, intoxicação e inflamação, a fonte Gioconda (indicada para tratamento de males no fígado, vesícula biliar e intestinos) e a fonte Almeida Salles (evita azia, excesso de acidez gástrica e diabetes, sendo ingerida após as refeições).

Praça Doutor Otávio de Moura Andrade em Águas de São Pedro
 (Fonte da imagem: www.hotelportaldasaguas.com.br)

Os pontos turísticos que estavam nosso roteiro eram:

  • História de Águas de São Pedro
  • Balneário e Fontanário de Águas de São Pedro
  • Serra de Itaqueri
  • Patrimônio
  • História de Brotas
  • Capela Santa Cruz
  • Parque dos Saltos
  • Rio jacaré Pepira
  • Museu do Calhambeque
  • Museu do Cotidiano
  • Igreja Matriz e Casa Paroquial
  • Praça Amador Simões
  • Casa da Cachaça
  • Eco Ação (Agência de Turismo)
  • Fazenda da Areia que Canta
  • História de Torrinha
  • História Santa Maria da Serra


Fiquei responsável pela apresentação da Casa da Cachaça e aproveitei para abordar sobre a história da cachaça e algumas curiosidades. 

Existem algumas versões para a história da cachaça. Uma delas é que antigamente, no Brasil, para se ter melado, os escravos colocavam o caldo da cana-de-açúcar em um tacho e levavam ao fogo. Não podiam parar de mexer até que uma consistência cremosa surgisse. Um dia, cansados de tanto mexer e com serviços ainda por terminar, os escravos simplesmente pararam e o melado desandou! O "azedo" do melado antigo era álcool, que aos poucos foi evaporando e formou goteiras no teto do engenho, que pingavam constantemente. Era a cachaça, já formada, que pingava. Daí o nome "pinga". Quando a pinga batia nas suas costas marcadas com as chibatadas dos feitores, ardia muito. Por isso deram o nome de "água-ardente". Foi também utilizada como moeda de troca para comprar escravos.  
Em 1996, o então presidente Fernando Henrique Cardoso legitima a cachaça como produto tipicamente brasileiro, estabelecendo critérios de fabricação e comercialização. Em 2012, uma lei transformou a cachaça em Patrimônio Histórico Cultural do estado do Rio de Janeiro. Outras teorias dizem que a cachaça foi criada em Portugal e no Brasil apenas passou a ser produzida em escala. De qualquer forma, a cachaça no Brasil é motivo de vários tours gastronômicos e é muito reconhecida e adorada pelos brasileiros. 
A cachaça é o terceiro destilado mais consumido no mundo, ficando atrás apenas da vodca e do soju, destilado coreano feito do arroz e da batata doce, bebido em toda Ásia. No Brasil, apenas a cerveja, um fermentado, está na frente da cachaça. Atualmente o Brasil tem 30 mil Fabricantes de Cachaça sendo São Paulo o maior produtor de cachaça industrial e Belo Horizonte o maior produtor de cachaça artesanal.
Por definição, a cachaça é a aguardente de cana que possui teor alcoólico entre 38% e 48%. Ela pode ser classificada como branca (engarrafada logo depois de produzida) ou envelhecida, com cor, aroma e sabor alterados pelo armazenamento em barris de madeira por um ano, no mínimo. Se a envelhecida permanece mais de três anos armazenada nos barris recebe a qualificação de Cachaça Premium ou Extra Premium.


(Fonte da imagem: www.sebraemercados.com.br )

Casa da Cachaça

A Casa da Cachaça é considerada um famoso ponto turístico na cidade de Brotas. É um lugar excêntrico, acolhedor, agradável e onde você poderá, inclusive, degustar aquela cachaça típica do interior. Esse lugar já participou de entrevistas em canais de TV demonstrando toda a sua qualidade em produtos fabricados artesanalmente e virou ponto de encontro de muitos turistas que procuram uma bebida de qualidade, que sem sombra de dúvidas você encontra a Casa da Cachaça. Luciano Malagutti, o simpático proprietário, recomenda sempre a cachaça Rasteirinha, envelhecida em carvalho. E oferece salame apimentado, queijo cremoso, café coado na hora e outras gostosuras para conquistar seus visitantes.
Fundada por volta de 12 anos a Casa de Cachaça é sinônimo de qualidade. Nela você encontra cachaças envelhecidas, licores e cachaças de vários sabores, queijos, requeijão, manteiga caseira, doces, geléias, biscoitos, pimentas e cervejas artesanais.
Os clientes têm ainda a oportunidade de comprar lembranças da cidade, camisetas, bonés, artesanato e barris para armazenar cachaça. 
Entre no site e faça um tour virtual pela loja, basta clicar aqui!


Interior da Casa da Cachaça (Fonte da imagem: www.lugarzinhosespeciais.com)

Endereço: Av. Padre Barnabé Giron, 221, Brotas - SP, 17380-000
Telefone: (14) 3653-2273
Horário de funcionamento: aberta de segunda a sexta-feira, das 9h ás 12h e das 13h às 18h e aos sábados e domingos, das 9h às 18h.
Formas de pagamento: Cartões de Crédito: Diners, Mastercard, Visa; Cartões de Débito: Maestro, Rede Shop, Visa Electron.

Minha função técnica foi realizar as considerações finais . Segue abaixo como eu realizei essa função:


"Senhoras e senhores, em nome do Senac Piracicaba, da Agência Monte Alegre, do nosso motorista e em meu nome, gostaria de agradecer a preferência e desejo um ótimo regresso a seus lares.
Espero que guardem boas lembranças de nossa viagem e que se lembrem de que viajar é uma das melhores terapias que existem, pois estimula a convivência saudável entre nós seres humanos, o aprendizado de novas culturas e a preservação ambiental. Estarei os auxiliando no desembarque e espero vê-los novamente. Um grande abraço a todos. "