segunda-feira, 30 de maio de 2016

Estilos Arquitetônicos: Romano, Bizantino e Românico

Arquitetura Clássica Romana

A arquitetura romana foi bastante influenciada pelos gregos, em especial pelos templos, pelo realismo e pela preocupação com a beleza. Também foi direcionada pelo espírito guerreiro e prático dos próprios romanos. Suas conquistas eram celebradas com esculturas, monumentos, obeliscos e arcos de triunfo. Mas as principais marcas deixadas pelos romanos foram as estradas construídas em linha reta — para facilitar o deslocamento rápido das legiões de guerreiros — e os aquedutos para abastecer e desenvolver as colônias romanas espalhadas pelos territórios conquistados.

Os templos romanos foram o resultado de uma combinação de elementos gregos e etruscos: planta retangular, teto de duas águas, vestíbulo profundo com colunas livres e uma escada na fachada dando acesso ao pódio, ou base. Além das tradicionais ordens gregas - dórica, jônica e coríntia - os romanos inventaram outras duas: a toscana, uma espécie de ordem dórica sem estrias na fuste, e a composta, com um capitel criado a partir da mistura de elementos jônicos e coríntios. A Maison Carrée, da cidade francesa de Nimes (c. 16 d.C.), é um excelente exemplo da tipologia romana templária. 
Templo Romano Maison Carrée (Fonte da imagem: arsalive.blogspot.com.br)

Devido à cobertura de cinza depositada após a erupção do Vesúvio em 79 a.C. a cidade de Pompéia permaneceu enterrada durante mais de 1.500 anos. Dessa forma ela remanesceu como um importante exemplo de uma cidade romana, sendo escavada por arqueólogos no século XVIII. Entre os restos encontrados, encontra-se o Foro, templos, tribunais e palácios que constituíam o centro administrativo da cidade. 
Os teatros e os anfiteatros romanos apareceram pela primeira vez no final do período republicano. Diferentemente dos teatros gregos, situados em declives naturais, os teatros romanos foram construídos sobre uma estrutura de pilares e abóbadas e, dessa maneira, puderam ser instalados no coração das cidades. Os teatros de Itálica e de Mérida foram realizados nos tempos de Augusto e de Agripa, respectivamente. O mais antigo anfiteatro conhecido é o de Pompéia (75 a.C.) e o maior é o Coliseu de Roma (70-80 d.C.). Na Hispânia romana, destacam-se os anfiteatros de Mérida, Tarragona e Itálica. Os circos ou hipódromos também foram construídos nas cidades mais importantes; a praça Navona de Roma ocupa o lugar de um circo construído durante o reinado de Domiciano (81-96 d.C.).

Coliseu de Roma (Fonte da imagem: beforetomorow.tumblr.com)

Entre os diversos projetos de construções públicas dos romanos, a rede de pontes e calçadas, que facilitaram a comunicação através de todo o império e os aquedutos, que levavam água às cidades a partir dos mananciais próximos (como Pont du Gard, ano 19 d.C., próximo a Nimes), são os mais extraordinários.
 Os romanos usaram como inspiração a arquitetura etrusca e grega para desenvolver seus projetos. Porém, não podemos falar em cópia, pois a arquitetura romana possuía muitos elementos inovadores e avanços nas técnicas de arquitetura. 

Características principais da arquitetura romana

- Solidez nas construções (característica que herdaram dos etruscos); 
- Uso do arco nas construções; 
- Uso da abóbada (construção em forma de arco que preenche espaços entre arcos, muros e outros tipos de espaços); 
- Construções sóbrias, funcionais e luxuosas
(Fonte da Imagem: umolharsobreaart.blogspot.com.br)

A decoração usada pelos romanos para adornarem as suas construções pautou-se pelo barroquismo, ao preferirem a profusão e o exagero ornamental ao equilibrado e simples sentido estético dos gregos. Utilizaram os elementos gregos tais como colunas, entablamentos e frontões, como meras "peças" decorativas, sem qualquer função estrutural, inovando-as ao alterarem as suas formas e proporções; criaram ainda duas novas ordens: a toscana, semelhante à ordem dórica na sua aparência, mas sem as caneluras no fuste e com uma base circular, e a compósita, um misto da ordem jônica e coríntia, visível no capitel da coluna decorado com volutas e folhas de acanto.


(Fonte da imagem: umolharsobreaart.blogspot.com.br)


Principais tipos de arquitetura romana

  • Arquedutos: Arcos com canaletas que conduziam a água dos reservatórios para as cidades. Eram feitos de pedra e significou um avanço na canalização e distribuição de água na Antiguidade.

Pont de les Ferreres, Tarragona, Espanha - Também conhecida, em catalão, como Pont del Diable, a estrutura tem 249 m de comprimento e é parte do aqueduto romano de Tárraco, que fornecia água do rio Francolí para a cidade de Tarragona, em um percurso de cerca de 15 km. A data de sua construção é incerta, mas cogita-se que tenha sido erguido no século 1º d.C. Funcionou até o fim da Idade Média e, desde o século 18, passou por uma série de obras de restauro. (Fonte da imagem: casavogue.globo.com)

  • Templos: Eram construídos em homenagem aos deuses. Eram luxuosos e bem iluminados. Possuíam apenas um portal de entrada com escada de acesso.
(Fonte da imagem: umolharsobreaart.blogspot.com.br)


  • Arcos de Triunfo: Eram construídos em homenagem aos imperadores, principalmente, para marcar grandes feitos e conquistas. Eram feitos de pedra ou mármore.
  (Fonte da imagem: adriarq.blogspot.com) 

  • Estradas: Feitas de pedra, eram importantes rotas para o comércio e também deslocamento do exército, pois ligavam várias cidades, regiões e províncias. Eram tão resistentes que muitas delas existem até hoje. A mais conhecida foi a Via Ápia.
(Fonte da imagem: peramblogando2.files.wordpress.com) 

  • Banhos Públicos: Prédios destinados aos banhos públicos, que eram espaços com piscinas aquecidas onde romanos das altas classes relaxavam e mantinham contatos sociais.
(Fonte da imagem: meusplanosdeviagem.wordpress.com)

  • Circos e Anfiteatros: Construções destinadas ao entretenimento. Nos circos ocorriam, principalmente, corridas de bigas. Nos anfiteatros ocorriam espetáculos como, por exemplo, os embates entre gladiadores. O anfiteatro mais conhecido foi o Coliseu de Roma.


(Fonte da imagem: pfr1213.blogspot.com)




Arquitetura Bizantina


Império Bizantino tinha sua capital em Bizâncio (atual Istambul - Turquia), nome que precedeu o nome Constantinopla, em homenagem ao imperador romano Constantino, que a fundou como segunda sede do Império Romano, enquanto este chegava à sua decadência.
Após a queda de Roma, Constantinopla foi por quatrocentos anos a maior cidade do mundo e foi a capital do império que resistiu por um milênio, entre os séculos V e XV, enquanto a Europa ocidental vivia o período da Idade Média.

 A arquitetura bizantina caracteriza-se fortemente por mosaicos vitrificados e pelos ícones, que eram pinturas sacras feitas normalmente sobre madeira. O estilo bizantino também tinha como destaque técnicas de construção inovadoras para a época, em especial, as voltadas para a construção de cúpulas, que surgiram por volta do século VI.
O Mosaico foi um tipo de arte muito difundido no Império Bizantino, principalmente durante o reinado do imperador Justiniano de 526 a 565. As imagens em mosaico eram formadas a partir de pequenos pedaços de pedra coloridos, colados nas paredes.


(Fonte da imagem: infoescola.com)

Como boa parte da arquitetura antiga, também a bizantina caracterizava-se pelas obras de cunho religioso. A Catedral de Santa Sofia tornou-se o maior símbolo desse estilo arquitetônico. Outros exemplos das primeiras obras bizantinas são a basílica de São João e a basílica dos Santos Sérgio e Baco. Inspirada e guiada pela religião, a arquitetura alcançou sua expressão mais perfeita na construção de igrejas. E foi precisamente nas edificações religiosas que se manifestaram as diversas influências absorvidas pela arte bizantina. Houve um afastamento da tradição greco-romana, sendo criadas, sob influência da arquitetura persa, novas formas de templos, diferentes dos ocidentais. Foi nessa época que se iniciou a construção das igrejas de planta de cruz grega, coberta por cúpulas em forma de pendentes, conseguindo-se assim fechar espaços quadrados com teto de base circular.

(Fonte da imagem: intensecare.wordpress.com)

Segundo René Guénon, toda construção religiosa possui uma significação cósmica. Este princípio se aplica sem dúvida alguma à arquitetura cristã em geral, e à bizantina em particular.
Aqui chama a atenção na arquitetura bizantina, em especial, o significado místico que se encontra presente em um elemento específico: a cúpula.
Esta, como podemos constatar, não é apenas um elemento arquitetônico decorativo, pois corresponde à concepções estéticas fundamentadas em um simbolismo preciso.
Ela representa o céu e sua base a terra, assim, o edifício completo representa uma imagem do cosmos.

Detalhes da cúpula ou domo da Basílica de Santa Sofia, Istambul, Turquia. Foto de Quincy Dein.


A cúpula é originária da Ásia Menor, cujos povos, que sempre se distinguiam como arquitetos, recorreram ao expediente de suspendê-la sobre uma construção quadrada ou pousaram-na diretamente em construções circulares. Os persas imaginaram outra alternativa, colocando sobre a base quadrada uma cúpula octogonal. A solução encontrada pelos persas para a colocação de cúpula sobre uma construção quadrada foi o abandono da forma circular para base e a adoção da forma octogonal, sobre a qual se erguia a cúpula, já não totalmente redonda, mas facetada em oito "triângulos" curvos.
Os arquitetos bizantinos mantiveram o formato arredondado não colocando o tambor (grande arco circular sobre o qual se assenta a cúpula) diretamente sobre a base quadrada: em cada um de seus lados ergueram um arco, sobre os quatro arcos colocaram um tambor e, sobre este, com simplicidade e segurança, a cúpula. Os arquitetos bizantinos conseguiram apor a uma construção quadrada uma cúpula arredondada, com o uso do sistema de pendentes, "triângulos" curvilíneos formados dos intervalos entre os arcos e que constituíam a base sobre a qual era colocado o tambor.


                                            
                     
 A primeira imagem trate-se de uma cúpula persa e a segunda de uma cúpula bizantina. (Fontes das imagens: valiteratura.blogspot.com)


Arquitetura Românica


A definição da arquitetura enquanto "Românica" se refere às semelhanças existentes entre as construções típicas do final do séc. XI e XII na Europa e as estruturas abobadadas a de grossas paredes de alvenaria dos antigos romanos (séc. I e II). Enquanto no Oriente bizantino e muçulmano a arquitetura se desenvolve de maneira magnificente, no Ocidente o progresso no campo das criações mantêm-se estagnada: falta de tempo, falta de tranquilidade, escassez de recursos. Assistimos a luta inaudita, a procura incansável de um sistema estrutural seguro, de fácil construção e dotado de beleza, que tinha de ser condicionado à realização por via de um material contraindicado sob todos os aspectos: a pedra. A designação “Românica” surgiu no séc. XIX e significava "semelhante ao romano".
A utilização das abóbadas era frequente. A unidade estrutural era composta pelas aduelas, uma série de blocos de pedra em forma de cunhas. O arco vence um vão maior que o lintel (peça dura de materiais diversos), sendo necessário menos suportes, uma grande vantagem para os construtores cristãos que procuravam o mínimo de obstruções internas no interior das igrejas. O arco e a abóbada são os elementos mais importantes do sistema construtivo dessa arquitetura. O arco aumentaria as larguras das passagens entre as colunas, e as abóbadas supriam a deficiência originária das dificuldades de serem cobertas grandes áreas de reuniões e práticas rituais. No início, somente as absides (ala de um edifício que normalmente é religioso) eram abobadadas. O templo românico era uma cruz latina, composta por uma nave (ala central de uma igreja ou catedral onde se reúnem os fiéis de modo a assistirem o serviço religioso) longitudinal e um cruzeiro (local de intersecção dos eixos).

(Fonte da imagem: historiadelarte.webatu.com) 


Dentre as desvantagens da abóbada de berço podemos citar: a distribuição de cargas ao longo de duas linhas paralelas contínuas, produzindo grandes empuxos laterais que deveriam ser eliminados por meio de paredes muito grossas e bem construídas; as colunas eram muito delicadas pois somente suportavam a sobrecarga do telhado; a coluna alta apresenta vários inconvenientes, por isso os arquitetos romanos as construíam grossas e baixas. O resultado era a pouca altura da nave que não permitia que ela fosse bem iluminada, resultando em igrejas muito escuras.

Abóboda de berço e abóboda de aresta (Fonte da imagem: lealuciaarte.blogspot.com)


Outro problema estrutural românico foi a cobertura do cruzeiro que é o quadrado central oriundo do cruzamento da nave central e o transepto (parte transversal de uma igreja que se estende para fora da nave central, formando com esta uma cruz). Na arquitetura bizantina foi solucionado o problema com uma cúpula sobre base quadrada, utilizada com o emprego de elementos de contraventamento. Outra forma de serem anulados os empuxos laterais das abóbadas de berço, era a interseção de duas delas, propiciando a descarga em apenas quatro pontos separados. Assim foi inaugurada nestes templos a chamada abóbada de arestas. Outra novidade foi o contraforte ou gigante, às vezes substituído por tirantes. Os materiais mais diversos eram empregados em diferentes lugares, sendo a pedra o mais preferido, depois o mármore e depois o tijolo. Apesar de ser melhor utilizada em função da liberdade e leveza estrutural, a construção da abóbada de arestas se torna complicada para espaços que não tenham um planta quadrada. Essas duas formas, a abóbada de berço e a abóbada de arestas foram utilizadas na grande maioria das igrejas românicas. Visualmente transmitem a sensação de solidez, calma e repouso, de ausência de esforço ou tensão.

Abóbadas de Aresta em Arcos, próprio do Estilo Românico, pertencente também a um Templo de Médio Porte. (Fonte da imagem: sanctaearchitecture.blogspot.com)


A primeira coisa que chama a atenção nas igrejas românicas é o seu tamanho. Elas são sempre grandes e sólidas. Daí serem chamadas: fortalezas de Deus. A explicação mais aceita para as formas volumosas, estilizadas e duras dessas igrejas é o fato da arte românica não ser fruto do gosto refinado da nobreza nem das ideias desenvolvidas nos centros urbanos, é um estilo essencialmente clerical. A arte desse período passa, assim a ser encarada como uma extensão do serviço divino e uma oferenda à divindade. A mais famosa é a Catedral de Pisa sendo o  edifício mais conhecido do seu conjunto  o campanário que começou a ser construído em 1174. Trata-se da Torre de Pisa que se inclinou porque, com o passar do tempo, o terreno cedeu.

Catedral e Torre de Pisa (Fonte da imagem: megacurioso.com.br)

  O período românico foi de transição. Os templos pediam mais luz, maiores proporções e mais inspiração. A tradição românica não falava a favor de grandes alturas e nem de paredes delgadas, vazada por grandes aberturas, uma vez que se apoiavam em um sistema de arcos a abóbadas solicitadas a violentíssimos esforços. Era necessário substituir ou aperfeiçoar aqueles dois elementos medulares, que eram o arco e a abóbada, que foi finalmente conseguido escorando-se lateralmente o arco por outro arco (arco botante) e reforçando-se as arestas das abóbadas com nervuras, que na realidade passam a suportar todo o peso da cobertura. Estas nervuras descarregam em vários pilares ou colunas finas que rodeavam uma mais larga, que suportava maior carga, resultando na esbeltez dos feixes góticos de varas de pedra.

Fachada românica da Sé Velha de Coimbra (Fonte da imagem:snpcultura.org)


sexta-feira, 27 de maio de 2016

Visita Técnica à Itu

Com a criação de uma capela em louvor a Nossa Senhora da Candelária pelo bandeirante Domingos Fernandes, a data oficial da fundação de Itu é 02 de fevereiro 1610. Tal capela existiu onde hoje há o marco de fundação da cidade na Praça Padre Anchieta (Largo do Bom Jesus).
 O nome "Utu-Guaçu", que futuramente tornou-se Itu, significava "grande queda dágua". A mesma cachoeira que deu o nome para Itu está no Rio Tietê e inspirou também o nome da cidade vizinha, Salto.
 A Vila de Itu foi, em fevereiro de 1842, elevada à categoria de cidade e, no mesmo ano, participou ativamente da revolução liberal que eclodiu em várias partes do país, organizando uma força de 300 homens, junto à tropa de Brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar.
A participação de Itu na política Nacional teve também grande destaque na Magna Convenção do Partido Republicano em 1873, nela realizada. O desenvolvimento econômico deu-lhe a condição de maior produtora de cana de açúcar durante o período Imperial. Também teve destaque no ciclo do café, que foi a atividade base do município até 1935, estimulando a vinda de imigrantes, em especial, italianos.
Em 1869, instalou-se a primeira fábrica de tecidos de algodão, sendo a primeira movida a vapor da Província de São Paulo. Mas foi só a partir de 1950, que várias fábricas começaram a se instalar na cidade.
 Também nessa época, ocorreu grande migração rural em busca de trabalho. Em 1968, com a conclusão da rodovia Castelo Branco, novas empresas instalaram-se em Itu, principalmente às margens de suas estradas de acesso.

Com um imenso potencial turístico, graças seu inestimável patrimônio histórico, cultural, religioso, ambiental e arquitetônico, Itu também é conhecida como “terra dos exageros”, em razão do saudoso humorista ituano Francisco Flaviano de Almeida, o Simplício.

Praça dos Exageros - Itu

Praça dos Exageros - Itu

Fazenda do Chocolate - Itu

A função técnica que executei nessa viagem, foi recolher os lixos dos passageiros na hora da volta, tais como embalagens do bordo servido, copos plásticos, entre outros. E lá em Itu apresentei sobre a Igreja e Convento Nossa Senhora do Carmo. O convento carmelita foi fundando em meados do século 17 pelo frei João Batista de Jesus. A primeira parte da Igreja Nossa Senhora do Carmo, constituída apenas por uma pequena capela com sacristia (lugar onde são guardados os vasos e paramentos da igreja, e onde os padres oficiantes tomam as vestes do culto), foi construída por volta de 15 anos depois da fundação do convento. Nesse mesmo período foi autorizada pela administração da Ordem Terceira do Carmo a construção do corpo da igreja e a vinda de sete imagens do Rio de Janeiro. São imagens barrocas, de impressionante perfeição plástica e ricamente ornadas (embelezadas/combinadas), entre elas a imagem conhecida como “Jesus” que é tida como grande representação do Barroco. A Igreja do Carmo está anexa ao Convento e sua construção lembra traços arquitetônicos de um forte (fortaleza/castelo/construção feita para defender uma cidade), por conta da presença de apenas uma torre lateral. Desde o fim do século 18 os prédios passaram por várias reformas, mas nenhuma mudou o traçado original. A principal característica espacial desta Igreja é a divisão entre altar-mor (altar principal de uma igreja, localizado em ponto oposto à porta de entrada), o espaço dedicado aos religiosos e o espaço dos fiéis. Estes dois últimos são espaços claramente separados, provavelmente por exigência da ordem carmelita. O céu, o elemento mais importante está sobreposto ao espaço dos internos. O grande valor artístico do interior dela é ressaltado pelos murais do Padre Jesuíno do Monte Carmelo. A Igreja é destaque pela riqueza artística de seus monumentos e imagens. O altar-mor foi pintado por Padre Jesuíno do Monte Carmelo, que segundo Mario de Andrade (poeta que estudou a biografia do padre para o então Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (atual IPHAN), quis representar uma festa no céu. Entre os anjos retratados por Jesuíno está um de cor mulata, origem do autor, que na época, causou alvoroço em uma sociedade branca. As visitas na igreja ocorrem de segunda-feira à sexta-feira das 17h30 às 19h30 e no sábado ela fica aberta das 08h00 às 09h00 para confissão e um pouco antes das 18h para a missa. Fica localizada na Tv. do Carmo no Centro de Itu. 

Imagem retirada do site itu.sp.gov.br

Visita Técnica à Campinas (Docente Zé Gotardo)

Dando continuidade a nossas visitas técnicas, visitamos Campinas acompanhados pelo guia Edy, que nos passou informações valiosas sobre a cidade. A área em que hoje se acha instalada a cidade de Campinas, conta com pouco mais de 260 anos de história colonial/imperial/republicana e com milhares de anos de história indígena. Nos marcos de sua formação colonial, a cidade de Campinas surgiu na primeira metade do século 18 como um bairro rural da Vila de Jundiaí. Localizado nas margens de uma trilha aberta por paulistas do Planalto de Piratininga entre 1721 e 1730 (trilha que seguia em direção às recém-descobertas minas dos Goiases), o povoamento do "Bairro Rural do Mato Grosso" teve início com a instalação de um pouso de tropeiros nas proximidades da "Estrada dos Goiases". O pouso das "Campinas do Mato Grosso" (erguido em meio a pequenos descampados ou "campinhos", em uma região de mata fechada) impulsionou o desenvolvimento de várias atividades de abastecimento e promoveu uma maior concentração populacional.  No mesmo período (segunda metade do século 18), ganhava forma também uma outra dinâmica econômica, política e social na região, associada à chegada de fazendeiros procedentes de Itú, Porto Feliz, Taubaté, entre outras. Estes fazendeiros buscavam terras para instalar lavouras de cana e engenhos de açúcar, utilizando-se para tanto de mão de obra escrava. De fato, foi por força e interesse destes fazendeiros, ou ainda, por interesse do Governo da Capitania de São Paulo, que o bairro rural do Mato Grosso se fez transformado em Freguesia de Nossa Senhora da Conceição das Campinas do Mato Grosso (1774); depois, em Vila de São Carlos (1797), e em Cidade de Campinas (1842); período no qual as plantações de café já suplantavam as lavouras de cana e dominavam a paisagem da região. Os cafezais, por sua vez, nasceram do interior das fazendas de cana, impulsionando em pouco tempo um novo ciclo de desenvolvimento da cidade. A partir da economia cafeeira, Campinas passou a concentrar um grande contingente de trabalhadores escravos e livres (de diferentes procedências), empregados em plantações e em atividades produtivas rurais e urbanas. No mesmo período (segunda metade do século XVIII), a cidade começava a experimentar um intenso percurso de "modernização" dos seus meios de transporte, de produção e de vida, permanecendo vivo até hoje na memória da cidade, aspectos diversos destas transformações. Com a crise da economia cafeeira, a partir da década de 1930, a cidade "agrária" de Campinas assumiu uma fisionomia mais industrial e de serviços. No plano urbanístico, por exemplo, Campinas recebeu do "Plano Prestes Maia" (1938), um amplo conjunto de ações voltado a reordenar suas vocações urbanas, sempre na perspectiva de impulsionar velhos e novos talentos, como o de pólo tecnológico do interior do Estado de São Paulo. No mesmo percurso, a cidade passou a concentrar uma população mais significativa, constituída de migrantes e imigrantes procedentes das mais diversas regiões do estado, do País e do mundo, e que chegavam à Campinas atraídos pela instalação de um novo parque produtivo (composto de fábricas, agro-indústrias e estabelecimentos diversos). Entre as décadas de 1930 e 1940, portanto, a cidade de Campinas passou a vivenciar um novo momento histórico, marcado pela migração e pela multiplicação de bairros nas proximidades das fábricas, dos estabelecimentos e das grandes rodovias em implantação - Via Anhanguera, (1948), Rodovia Bandeirantes (1979) e Rodovia Santos Dumont, (década de 1980). Estes novos bairros, implantados originalmente sem infra-estrutura urbana, conquistaram uma melhor condição de urbanização entre as décadas de 1950 a 1990, ao mesmo tempo em que o território da cidade aumentava 15 vezes e sua população, cerca de 5 vezes. De maneira especial, entre as décadas de 1970/1980, os fluxos migratórios levaram a população a praticamente duplicar de tamanho. Tal vigor econômico e social, trazido em especial pela ampliação de sua população trabalhadora, tem permitido à Campinas constituir-se como um dos pólos da região metropolitana de São Paulo, formada por 19 cidades e uma população estimada em 2,33 milhões de habitantes (6,31% da população do Estado).


Imagem retirada do Tumblr campinaspb


 Nessa viagem executei a função técnica que consistia em servir o bordo líquido, ou seja, servir água, suco e refrigerante aos passageiros na hora em que voltávamos; e apresentei sobre o Bosque dos italianos (ou Praça Samuel Wainer), que surgiu nos planos do município em 1927, na proposta de loteamento do Jardim Chapadão, uma área que fazia parte da antiga fazenda Chapadão de propriedade do Sr. Otaviano Alves de Lima. A doação deste terreno à municipalidade, no entanto, só ocorreu em 1960, denominando-se na ocasião de “Parque 1” do loteamento Jardim Chapadão. Em dezembro do mesmo ano, o Bosque foi denominado Praça Samuel Wainer. Por muitos anos, esta área coberta de densa vegetação arbórea, arbustiva e forrageira abrigou o “Recanto Infantil n.1” que, por dificuldades diversas, foi fechado para reformas em 1972 e extinto em 1977. A partir daí, com a proposta de criação de um novo espaço de lazer com a preservação e manutenção integral da mata nativa, o Departamento de Parques e Jardins propor um projeto de reurbanização da área, à semelhança do Bosque dos Alemães. Ainda no final da década de 1970, o Bosque dos Italianos recebeu equipamentos de recreação e um conjunto de ações destinadas à preservação e manutenção da mata, entre eles a construção de novo sistema de drenagem. Em 1985, também foi inaugurada a Biblioteca Infantil Monteiro Lobato. A Biblioteca sempre bastante frequentada por crianças, estudantes de ensino médio, chegaram a 11.000 por ano, de acordo com informações da administradora da Biblioteca. O Bosque dos Italianos constitui-se em uma importante área de conservação de mata nativa no coração da cidade de Campinas. Situa-se na Rua Dr. Miguel Penteado, s/nº, no Jardim Guanabara, e funciona das 6h às 18h.

Imagem retirada do blog lugareseseuspasseios

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Visita Técnica à São Paulo (Docente Zé Gotardo)

Em nossa primeira visita técnica do curso fora de Piracicaba, pudemos conhecer mais sobre São Paulo que é líder em turismo de negócios e que abriga muitas diversidades culturais.  Tudo começou quando os padres jesuítas José de Anchieta e Manoel da Nóbrega subiram a Serra do Mar, nos idos de 1553, a fim de buscar um local seguro para se instalar e catequizar os índios. Ao atingir o planalto de Piratininga, encontraram o ponto ideal.
Os religiosos construíram um colégio numa pequena colina, próxima aos rios Tamanduateí e Anhangabaú, onde celebraram uma missa. Era o dia 25 de janeiro de 1554, data que marca o aniversário de São Paulo. Quase cinco séculos depois, o povoado de Piratininga se transformou numa cidade de 11 milhões de habitantes. Daqueles tempos, restam apenas as fundações da construção feita pelos padres e índios no Pateo do Collegio.
 Piratininga demorou 157 anos para se tornar uma cidade chamada São Paulo, decisão ratificada pelo rei de Portugal. Nessa época, São Paulo ainda era o ponto de partida das bandeiras, expedições que cortavam o interior do Brasil. Tinham como objetivos a busca de minerais preciosos e o aprisionamento de índios para trabalhar como escravos nas minas e lavouras.
Em 1815, a cidade se transformou em capital da Província de São Paulo. Mas somente doze anos depois ganharia sua primeira faculdade, de Direito, no Largo São Francisco. A partir de então, São Paulo se tornou um núcleo intelectual e político do país. Mas apenas se tornaria um importante centro econômico com a expansão da cafeicultura no final do século XIX. Imigrantes chegaram dos quatro cantos do mundo para trabalhar nas lavouras e, mais tarde, no crescente parque industrial da cidade. Mais da metade dos habitantes da cidade, em meados da década de 1890, era formada por imigrantes.
Na década de 1940, São Paul ganhou importantes intervenções urbanísticas, principalmente no setor viário. A indústria se tornou o principal motor econômico da cidade. A necessidade de mais mão-de-obra nessas duas frentes trouxe brasileiros de vários Estados, principalmente do nordeste do país.
Na década de 1970, o setor de serviços ganhou maior destaque na economia paulistana. As indústrias migraram para municípios da Grande São Paulo, como o chamado ABCD (Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul e Diadema). Hoje, a capital paulista é o centro financeiro da América Latina

MAR DE PRÉDIOS: Fotógrafa Claudia Jaguaribe registra São Paulo a partir de topos de edifícios e helicópteros. É a única forma de navegar livremente pela cidade sem barreiras físicas, explica: ‘Você sabe que está em São Paulo quando não sabe onde está’, diz ela, citando Glauco Alexander.

A função técnica que executei em nossa viagem foi o check-list e apresentação do ônibus. Essa função consiste em verificar se o ônibus está condições adequadas para a viagem e se o mesmo possui frigobar, banheiro, ar condicionado, quantidade de poltronas adequadas ao número de passageiros, entre outros; e o mais importante, apresentar aos passageiros sobre o uso do banheiro, avisá-los sobre as  saídas de emergência, uso do cinto de segurança, numeração do ônibus e outros demais itens.

Em São Paulo apresentei sobre o Memorial da Resistência, que sediou o Departamento Estadual de Ordem Política e Social do Estado de São Paulo – Deops.  Ele foi criado para preservar a memória do período de repressão. Os trabalhos foram desenvolvidos pelo Fórum Permanente dos Ex-Presos e Perseguidos Políticos do Estado de São Paulo e o apoio de colaboradores e instituições culturais e o Arquivo Público do Estado de São Paulo. Desde 2009 é Membro Institucional da Coalizão Internacional de Sítios de Consciência, uma rede mundial que agrega instituições constituídas em lugares históricos dedicados à preservação das memórias de eventos passados de luta pela justiça e à reflexão do seu legado na atualidade. O memorial tem um papel educativo e cultural por meio da problematização e atualização das informações sobre a repressão no Brasil.

Imagem retirada do site www.memorialdaresistenciasp.org.br


Visita Técnica aos Bairros Santana e Santa Olímpia (Docente Zé Gotardo)

No século XIX, a Província de Trento, pertencente ao Império Austro-Húngaro, constituía-se na principal rota de comércio com a Europa Central, ocasionando em decorrência desta característica o início dos conflitos pela unificação da Itália desta região.
   Junto com as guerras vieram a fome, o excesso de mão de obra camponesa e a falta de emprego, e em face destes problemas muitas famílias resolveram seguir as promessas da legendária América, motivadas pela campanha que o Governo Imperial Brasileiro realizava na Europa para intensificar a imigração e a colonização do país.
   Incentivados pela família Stenico de Romagnano que estava no Brasil desde 1877, outros seguiram o mesmo caminho. Deixaram o Tirol as famílias: Correr, Forti, Brunelli, Pompermayer, Degasperi, Cristofoletti, Vitti, Mosna e seguiram pra o Brasil. Seguiram para Fazenda Sete Quedas de propriedade do Sr. Visconde de Indaiatuba na cidade de Campinas, na qual, trabalharam sob um regime de parceria. Com o término deste contrato, algumas famílias se mudaram para Piracicaba para trabalharem na Fazenda Monte Alegre e outras se mudaram para a cidade de Rio Claro. Por obra do destino em 1893 as famílias tirolesas se reencontraram novamente em Piracicaba e fundaram os bairros Santana e Santa Olímpia transformando-se em um dos principais núcleos de imigração tirolesa no Brasil e conhecida atualmente como a Colônia Tirolesa de Piracicaba. Juntos, são uma das mais expressivas colônias de imigrantes de toda a região, em razão de seu desenvolvimento econômico e da influência cultural que hoje exercem no município de Piracicaba e demais cidades vizinhas, buscando sempre preservar, difundir e manter as tradições trentino-tirolesas. Em nossa última visita técnica em Piracicaba pudemos vislumbrar toda beleza e cultura desses importantes bairros. 
Em nosso roteiro foi incluso:

  • Portal Trentino
  • História de Santana
  • Igreja Sant'Anna
  • Cooperativa do Vinho
  • Circuito Trentino
  • Festa do Vinho
  • Banda Nostalgia
  • Grupos de Danças Folclóricas
  • Escola Estadual Dr. Samuel Neves
  • História de Santa Olímpia
  • Centro Histórico Cultural de Santa Olímpia 
  • Igreja de Santa Olímpia
  • Praça Padre Jacob Stenico/Monumento aos Fundadores
  • Festa da Cucagna 
  • Festa da Polenta
  • Coro Stella Alpina
  • Grupo de Dança
  • Café Tirol e Rota Tirolesa
  • Calvário/Via Sacra/Fonte
  • Pizzaria Nonno Giotti

Nessa viagem executei a função técnica denominada "recepção dos paxs", na qual consiste em checar o horário de chegada de cada passageiro (aluno) e conferir se todos estão portando o documento de identidade. Também consiste em chegar antes que todos e ser cortês com os passageiros quando eles chegam e ao solicitar o documento de identidade. 

Apresentei sobre o Coro Stella Alpina, que é o mais antigo coro de Santa Olímpia e um dos poucos em estilo folclórico existentes no Brasil.  Foi fundado em  18 de agosto de 1990 e traz em seu repertório canções trentinas, austríacas e italianas e entre suas canções, estão também aquelas do tempo da imigração européia, quando se cantava a partida, a nova vida, as dificuldades e as alegrias dos imigrantes que vieram “fazer a América”. Seu presidente é José Luiz Negri e sua regente (e também fundadora) é Jânea Falcão.
Stella Alpina (também chamada Edelweiss) é o nome de uma flor dos Alpes tiroleses, semelhante a uma estrela, encontrada somente nas paredes rochosas acima de 1.500 metros de altitude. Além de ser a flor símbolo do Tirol, a Stella Alpina é também um símbolo do amor eterno, pois antigamente os rapazes escalavam as montanhas para colherem as maiores flores para suas amadas, e o arriscado feito (que muitas vezes podia terminar tragicamente com a queda nos precipícios) era uma prova de amor e quanto maior a flor, maior o feito.
Outra interessante característica da flor, é que ela aparenta ser de veludo e o seu branco nobre só existe se a mesma florir em grandes altitudes, do contrário, possuirá uma cor esverdeada. Depois de recolhida, a stella alpina permanece intacta por muitos anos e existem algumas centenárias.
O Coro Stella Alpina se apresenta nas festas do bairro e sempre embelezam as missas da Igreja de Santa Olímpia; também já se apresentaram em diversos locais de Piracicaba, do Estado de São Paulo e em outros estados brasileiros.
A sede do coro se localiza na rua Consolação, 183 em Santa Olímpia. 


Flor stella alpina (Imagem retirada do Pinterest)


Apresentação do Coro Stella Alpina na 16º Festa da Polenta do Bairro Santa Olímpia

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Viagem Técnica ao Bairro Monte Alegre, Rua do Porto e ESALQ (Docente Zé Gotardo)

Em nossa segunda e penúltima viagem em Piracicaba, visitamos o Bairro Monte Alegre, local onde sua formação se fez pelos trabalhadores da usina, na maioria imigrantes, que começaram a morar ao seu redor e formaram a colônia. Atualmente poucas casas preservam as características daquela época, sendo considerada uma das únicas vilas de colonos existentes no país; a Rua do Porto, que é o retrato da memória de Piracicaba conservando a tradição ribeirinha e a história da fundação e desenvolvimento da cidade; e a ESALQ - Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, um ambiente  que é voltado para o ensino e pesquisa de qualidade onde professores, alunos e funcionários desempenham atividades em uma área de 3.825,4 hectares, denominada Campus “Luiz de Queiroz”.

Nosso roteiro contou com:

  • Aeroclube
  • Capela São Pedro
  • Escola Waldorf
  • Esalq
  • SENA
  • Lar dos Velhinhos
  • Aquário Municipal
  • Ponte Nova, Mirante
  • Museu da Água
  • Fábrica Boys
  • Ponte pênsil
  • Teatro Erotides de Campos
  • Engenho Central
  • Casa do Povoador
  • Passarela Nova
  • Largo dos Pescadores
  • Casarão do Turismo
  • Parque Rua do Porto

Fiquei responsável pela execução da função técnica denominada "apresentação dos pax", onde durante o trajeto percorrido de ônibus do nosso ponto de saída até o Aeroclube, fui perguntando para os passageiros seu nome, idade, entre outras informações para que todos pudessem ouvir e se conhecer melhor. Simulei como se fosse uma viagem onde ninguém se conhecesse. 


Apresentei, durante a viagem, o Aquário Municipal, que foi instalado no Parque Mirante em setembro de 2012 e tornou-se mais um ponto turístico da cidade. Lá podemos ter uma vista privilegiada do Rio Piracicaba e dependendo da época presenciar a Piracema (período de reprodução dos peixes) ocorrendo no rio. 
O aquário é o resultado de ação conjunta da Secretaria de Obras (Semob) e do Semae. Tem por objetivo auxiliar na educação ambiental, proporcionando conhecimento e ampliação de consciência sobre a importância da preservação dos rios, particularmente o Piracicaba e Corumbataí. 
Nos aquários lá presentes estão cerca  de 80 espécies e mais de 3000 peixes divididos em: Pequenos do Nosso Rio Piracicaba; Pequenos da Amazônia e Exóticos do Mundo Todo. A variedade de espécies e ecossistemas também destaca-se em três lagos ornamentais: Gigantes do Brasil; Gigantes do Nosso Rio e Lago das Carpas. Entre outros, estão peixes brasileiros deslumbrantes como tucunaré, pintado, dourado e pirambóia.
Quando o Aquário Municipal foi projetado ele visava atender cadeirantes, pessoas com mobilidade reduzida, além de portadores de deficiência visual. Porém esse diferencial de acessibilidade foi se perdendo e não há mais identificação dos peixes escritas em braile, por exemplo. 
Seu endereço é na Avenida Dr. Maurice Allain, s/n, no Parque do Mirante. A visitação é possível de terças aos domingos, das 09h00 às 18h e o agendamento de grupos pode ser realizado através do telefone (019) 3421-1566. 

  Imagem retirada do site setur.piracicaba.gov 


 Piracema ocorrendo no Rio Piracicaba



Uma curiosidade bem bacana sobre o bairro Monte Alegre é que uma banda de indie rock formada em 2012 em Cuiabá gravou um de seus videoclipes por lá, essa banda é a Vanguart e abaixo você pode conferir o videoclipe: