Começamos a trabalhar sobre o turismo regional e visualizar o potencial turístico de Piracicaba e região. Observa-se a necessidade de valorizar o que de melhor cada região oferece, o turismo, como negócio em algumas cidades, é a principal fonte de atratividade de clientes para pequenas e médias empresas, como bares, restaurantes, hotéis, pensões, transportes, parques, entretenimentos, lojas e toda uma cadeia de produtos e serviços diretos e indiretos. Começamos a guiar em nossa primeira viagem ao centro de Piracicaba, palavra que significa na linguagem tupi-guarani “lugar onde
o peixe chega” ou “lugar onde o peixe para”, foi fundada em 1º de agosto de
1767 por Antônio Corrêa Barbosa, oficialmente encarregado por Luiz Antônio de
Souza Botelho e Mourão para a criação de um povoado permanente.
A cidade cresceu e, dez anos após ter se transformado em
Freguesia, transferiu-se para a margem esquerda do rio, abaixo do salto,
favorecendo a expansão do núcleo. Piracicaba evolui e, em 1821, os moradores da
Freguesia Piracicaba solicitam sua elevação à categoria de Vila, recebendo o
nome de Vila Nova da Constituição.
O pedido para transformar Vila Nova foi do vereador da
época, Prudente de Morais, que mais de uma década depois tornou-se o primeiro
presidente civil do Brasil. Tendo o rio como fonte de vida e de história de sua
gente, Piracicaba não parou de crescer e se transformar. Uma transformação que
mascarou as mais importantes características de sua gente e natureza
privilegiada: o salto do rio, o véu da noiva – uma espécie de cachoeira,
delicada, que caiu em queda no meio das pedras -, o mirante, de onde se pode
observar a beleza da topografia do rio, suas águas – nas épocas de cheia
– ou pedras – na estiagem.
Alimentando o corpo ou a alma, segue o ele, marcando
a vida de sua gente, que abre a cidade para o progresso. Acolhe os mais
diferentes segmentos como a Esalq (Escola Superior de Agricultura Luis de
Queiroz), a primeira em ciências agronômicas da América Latina; o Engenho
Central, um marco da pujança da cana-de-açúcar, e hoje uma grande patrimônio
histórico.
Mas não só de prédios e edifícios vive Piracicaba. Ela
movimenta a economia com indústrias, escolas, centros de pesquisa,
especialmente na agricultura, o turismo, mas sem esquecer das tradições, como a
Festa do Divino, a Festa do Milho Verde, que difunde e mantém na culinária
caipiracicabana a pamonha, a Festa de São João, no distrito de Tupi, e a Festa
das Nações. Nos esportes, abriga o Esporte Clube XV de Novembro, que na memória
do Piracicaba, ainda é detentor de títulos e de grandes estrelas, como Mazolla,
Gatão, Peixinho, Chicão, entre outros.
No roteiro elaborado por nós, incluímos os seguintes atrativos:
No roteiro elaborado por nós, incluímos os seguintes atrativos:
- Santa Casa de Misericórdia
- Seminário Seráfico São Fidélis
- Teatro Municipal Doutor Losso Netto
- Escola Sud Menucci
- Casarão do Senac
- Terminal Central
- Escola Barão do Rio Branco
- Igreja Metodista
- Mercado Municipal
- Cinema Rivoli
- Teatro São José
- Museu Prudente de Moraes
- Escola Moraes Barros
- Museu do Empreendedorismo (ACIPI)
- Praça José Bonifácio
- Edifício Comurba
- Catedral de Santo Antônio
- Colégio Piracicabano
- Centro Cultural Martha Watts
- Colégio Dom Bosco Assunção
- Igreja do Frades
- Estação da Paulista
Em nossa viagem não executamos nenhuma função técnica, que são procedimentos que o guia de turismo deve executar durante a viagem, como etiquetagem das bagagens, por exemplo. Fiquei responsável por apresentar o Colégio Dom Bosco Assunção, lugar que por onde passamos nem imaginamos o quão rica é sua história.
As irmãs da Ordem de São José de Chambery abriram o Colégio Nossa Senhora da Assunção em 1893, este ao lado da Igreja de Nossa Senhora da Boa Morte (que hoje é parte do Colégio Dom Bosco Assunção), no terreno que servia anteriormente como cemitério para religiosos. O Colégio tinha por finalidade a cooperação na educação da infância e da mocidade paulista, por meio de métodos modernos e eficientes de ensino, que já eram conhecidos nos Estado pelos resultados obtidos em outros estabelecimentos escolares dirigidos pelas referidas irmãs educadoras, tanto na capital como em diversos pontos do Estado de São Paulo. No ano de sua inauguração, o Colégio matriculou 120 alunas internas e oferecia os cursos de pré-primário e primário com a denominação de "Jardim da Infância", para meninas de três aos sete anos incompletos. O curso primário ofereceria sete classes, das quais três foram preservadas para alunas pobres que recebiam gratuitamente roupa e alimento. Parte do edifício foi incendiada em 1901, o qual foi reconstruído pelo arquiteto Alberto Borelli. Construído com elementos estilísticos característicos do Renascimento italiano, pretendia ser um marco arquitetônico.
O Colégio Assunção foi adquirido em 1995 pelo grupo Colégio Dom Bosco.
Sua localização é na Rua Boa Morte, 1835. O nome da rua pode parecer estranho às novas gerações, mas cidades antigas o adotavam para a rua que conduzia ao cemitério, então "campo santo". Era, também a nossa, a Rua "Da Boa Morte", pois onde se encontra o Colégio Dom Bosco Assunção era "campo santo".
Fonte da imagem: geolocation.ws
Fonte da imagem: Flickr


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