Aprendendo com Anne Frank - histórias que ensinam valores é
uma exposição que trouxe para os visitantes um exercício de reflexão sobre os
acontecimentos do Holocausto e alerta para a corresponsabilidade de cada
indivíduo na construção de uma sociedade mais justa, igualitária e pacífica. Chegou no Senac Piracicaba em maio de 2016 e permaneceu por 20 dias.
A exposição contou com alunos do Técnico em Guia de Turismo do período noturno e algumas pessoas do Técnico em Guia de Turismo do período da tarde, onde nós participamos como voluntários, pois a participação não contava como atividade avaliativa. Houve a participação dos alunos no Técnico em Arte Dramática que realizaram intervenções teatrais; participação dos alunos de Design de Interiores, que fizeram uma réplica do quarto da Anne Frank; participação dos alunos do Técnico em Computação Gráfica, que elaboraram o vídeo que foi projetado para os visitantes e participação dos alunos de Aprendizagem, que fizeram os tsurus que ficaram expostos no gazebo.
Anne Frank é uma menina judia que, durante a Segunda Guerra
Mundial, teve que se esconder para se escapar dos nazistas. Juntamente com mais
sete outras pessoas, ela esconde-se em um anexo secreto em Amsterdã. Pouco
antes de ir para o esconderijo, Anne recebe um diário de presente de
aniversário. Ela começa a escrever imediatamente e, durante o seu tempo no
esconderijo, escreve sobre os acontecimentos no Anexo Secreto bem como sobre si
mesma. O seu diário é um grande apoio para ela. Depois de pouco mais de 2 anos
escondidos, eles são descobertos e enviados para campos de concentração. Otto
Frank é o único das oito pessoas do esconderijo que sobrevive à guerra. Durante
a sua longa viagem de volta à Holanda, ele fica a saber que sua mulher, Edith,
morreu. Ele ainda não sabe o que aconteceu às suas filhas e mantém a esperança
de reencontrá-las vivas. O seu retorno a Amsterdã ocorre no início de junho. Em
julho, na tentativa de encontrar as suas filhas, Otto recebe a notícia de que
ambas morreram de doença e fome em Bergen-Belsen. Miep Gies entrega-lhe então o
diário e os papéis de Anne. Otto lê o diário e descobre uma Anne completamente
diferente.
O "Diário de Anne Frank", publicado originalmente em 1947, se
tornou um dos relatos mais impressionantes das atrocidades e horrores cometidos
contra os judeus durante a Segunda Guerra Mundial. A força da narrativa desta
adolescente — que mesmo com sua pouca experiência de vida foi capaz de escrever
um testemunho de humanidade e tolerância — a tornaria uma das figuras mais
conhecidas do século XX.
Anne Frank (Fonte da imagem:
Sasaki, que foi uma
garota japonesa que vivia distante do epicentro da bomba que atingiu Hiroshima e
juntamente com a mãe e o irmão, saiu ilesa do ataque. Mas consta que durante a
fuga, eles foram encharcados pela chuva radioativa que caiu sobre Hiroshima ao
longo daquele dia fatídico. Ela tinha apenas 2 anos de idade quando se tornou
uma vítima da bomba atômica.
Em 3 de agosto de 1955, Chizuko Hamamoto, amiga de Sadako, visitou-a no hospital e fez para ela um origame de um Tsuru. Sua amiga lhe contou a lenda popular japonesa onde quem faz mil Tsurus de origami tem direito a um desejo atendido pelos deuses, desde então, todo dia Sadako passou a fazer seus Tsurus sempre com o mesmo pedido, se curar e voltar a viver normalmente, como sua doença foi causada pela bomba, ela pediu também pela paz da humanidade. Sadako conseguiu fazer 646 Tsurus de papel e após sua morte, seus amigos fizeram mais 354, para que ela fosse enterrada com os mil Tsurus.
Desenho em homenagem a Sodoko Sasaki (Fonte da imagem:
Atriz interpretando Anne Frank
Fiquei responsável por apresentar sobre a simbologia nazista, onde falei sobre a Suástica, SS Schutzstaffel e sobre os triângulos invertidos.
A palavra suástica remete inevitavelmente à época do
nazismo. Neste período, o símbolo ficou marcado no mundo todo como sinônimo de
morte, sangue e ódio contra os judeus. Mas a suástica não foi somente utilizada
pelos nazistas liderados por Adolf Hitler. Muito antes disso, em outras
culturas, a suástica era utilizada como um símbolo místico em muitas épocas e
foi utilizada por diferentes povos. Também chamado de cruz gamada, o desenho
possui detalhes gráficos que diferem de uma cultura para outra. O
posicionamento dos braços que compõe o símbolo tinha significações religiosas completamente
opostas. Quando seus braços estão em sentido horário, conforme na bandeira
nazista, a suástica seria um símbolo de azar, caso contrário seria um símbolo
de sorte. A suástica nazista transmite a noção de movimento e essa noção de
movimento pode indicar ciclos ou mesmo um caminho do progresso, como uma ação
contínua, com a sociedade sendo regenerada nesse movimento. Uma das teorias é
que no nazismo ela significaria o progresso da nação alemã.
Existe uma lei que diz não ser permitido fabricar, comercializar,
distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou
propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do
nazismo.
Outra curiosidade é que no início no século 20, a Coca- Cola
distribuiu vários pingentes promocionais com a suástica. Ironicamente, os
combatentes da quadragésima quinta divisão de Infantaria Americana utilizaram
uma suástica laranja durante a Primeira Guerra Mundial.
Suástica utilizada na bandeira nazista (Fonte da imagem: Wikipedia)
A SS Schutzstaffel surgiu como guarda
pessoal de Adolf Hitler na Alemanha e se tornou, mais tarde, uma das maiores
organizações nazistas. A SS era uma tropa constituída por homens de elite
rigidamente disciplinados e que chegou a absorver a Gestapo (polícia secreta
nazista). O símbolo da SS é a runa Sigel duplicada e está ligada ao poder e ao
sol. Uma das possíveis teorias para a utilização desse símbolo na SS é a menção
ao poder que a SS continha para levar os judeus para os campos de concentração,
simbolizando o pôr do sol.
Símbolo da SS Schutzstaffel (Fonte da imagem: Pinterest)
Face ao enorme remanejamento nos campos de concentração e para efeito de transporte de prisioneiros que cumpriam tarefas fora dos campos, em vez de números, os administradores tiveram de elaborar uma engenhosa solução gráfica de identificação, que os facilitava no monitoramento entre outros cidadãos que trabalhavam nas indústrias bélicas. Esses prisioneiros, requeridos a serviço dentro ou fora dos campos, eram obrigados a usar triângulos coloridos e invertidos nas vestes para sua rápida identificação ao longe. Eram as cores dos triângulos que facilitavam identificar tanto o campo de origem do prisioneiro como seu idioma. Além do código das cores, alguns subgrupos tinham o complemento de uma letra localizada no centro do triângulo, para especificar prefixo do país de origem do prisioneiro.
avidanofront.blogspot.com.br)
Nós do curso técnico em Guia de Turismo, fomos auxiliados pelo docente Fabrício Medeiros e pela bibliotecária Rita Aguiar. Abaixo você pode conferir uma reportagem gravada pelo Programa Extravasa onde Rita conta sobre a exposição.





Nenhum comentário:
Postar um comentário