segunda-feira, 13 de junho de 2016

Exposição Aprendendo com Anne Frank - histórias que ensinam valores.

Aprendendo com Anne Frank - histórias que ensinam valores é uma exposição que trouxe para os visitantes um exercício de reflexão sobre os acontecimentos do Holocausto e alerta para a corresponsabilidade de cada indivíduo na construção de uma sociedade mais justa, igualitária e pacífica. Chegou no Senac Piracicaba em maio de 2016 e permaneceu por 20 dias.
A exposição contou com alunos do Técnico em Guia de Turismo do período noturno e algumas pessoas do Técnico em Guia de Turismo do período da tarde, onde nós participamos como voluntários, pois a participação não contava como atividade avaliativa. Houve a participação dos alunos no Técnico em Arte Dramática que realizaram intervenções teatrais; participação dos alunos de Design de Interiores, que fizeram uma réplica do quarto da Anne Frank; participação dos alunos do Técnico em Computação Gráfica, que elaboraram o vídeo que foi projetado para os visitantes e participação dos alunos de Aprendizagem, que fizeram os tsurus que ficaram expostos no gazebo. 


Anne Frank é uma menina judia que, durante a Segunda Guerra Mundial, teve que se esconder para se escapar dos nazistas. Juntamente com mais sete outras pessoas, ela esconde-se em um anexo secreto em Amsterdã. Pouco antes de ir para o esconderijo, Anne recebe um diário de presente de aniversário. Ela começa a escrever imediatamente e, durante o seu tempo no esconderijo, escreve sobre os acontecimentos no Anexo Secreto bem como sobre si mesma. O seu diário é um grande apoio para ela. Depois de pouco mais de 2 anos escondidos, eles são descobertos e enviados para campos de concentração. Otto Frank é o único das oito pessoas do esconderijo que sobrevive à guerra. Durante a sua longa viagem de volta à Holanda, ele fica a saber que sua mulher, Edith, morreu. Ele ainda não sabe o que aconteceu às suas filhas e mantém a esperança de reencontrá-las vivas. O seu retorno a Amsterdã ocorre no início de junho. Em julho, na tentativa de encontrar as suas filhas, Otto recebe a notícia de que ambas morreram de doença e fome em Bergen-Belsen. Miep Gies entrega-lhe então o diário e os papéis de Anne. Otto lê o diário e descobre uma Anne completamente diferente.
O "Diário de Anne Frank", publicado originalmente em 1947, se tornou um dos relatos mais impressionantes das atrocidades e horrores cometidos contra os judeus durante a Segunda Guerra Mundial. A força da narrativa desta adolescente — que mesmo com sua pouca experiência de vida foi capaz de escrever um testemunho de humanidade e tolerância — a tornaria uma das figuras mais conhecidas do século XX.

Anne Frank (Fonte da imagem: www.annefrank.org)

Na parte do gazebo no Senac, os visitantes podiam se deparar com a história de Sadoko Sasaki Sasaki, que foi uma garota japonesa que vivia distante do epicentro da bomba que atingiu Hiroshima e juntamente com a mãe e o irmão, saiu ilesa do ataque. Mas consta que durante a fuga, eles foram encharcados pela chuva radioativa que caiu sobre Hiroshima ao longo daquele dia fatídico. Ela tinha apenas 2 anos de idade quando se tornou uma vítima da bomba atômica.
Em 3 de agosto de 1955, Chizuko Hamamoto, amiga de Sadako, visitou-a no hospital e fez para ela um origame de um Tsuru. Sua amiga lhe contou a lenda popular japonesa onde quem faz mil Tsurus de origami tem direito a um desejo atendido pelos deuses, desde então, todo dia Sadako passou a fazer seus Tsurus sempre com o mesmo pedido, se curar e voltar a viver normalmente, como sua doença foi causada pela bomba, ela pediu também pela paz da humanidade. Sadako conseguiu fazer 646 Tsurus de papel e após sua morte, seus amigos fizeram mais 354, para que ela fosse enterrada com os mil Tsurus.

                   Desenho em homenagem a Sodoko Sasaki (Fonte da imagem: redflag.org)

O guiamento pelos andares do Senac acerca da exposição, contou com informações sobre pessoas que conviveram com a Anne Frank e algumas curiosidades sobre ela, explicação sobre a ideologia nazista e simbologia, destruição e reconstrução da Europa, as atrocidades cometidas por Josef Menguele, charges fazendo crítica à ideologia nazista e curiosidades sobre a 2º Guerra Mundial. Entre um guiamento e outro aconteciam as intervenções teatrais realizadas pelo alunos do Técnico em Arte Dramática.

Atriz interpretando Anne Frank 

Durante o guiamento, usamos em nossas roupas uma tulipa amarela. Na época do nazismo, as pessoas que não aceitavam a ideologia usavam tulipas amarelas como forma de protesto. A cor amarela representava a cor da estrela de Davi usada pelos judeus. 


Fiquei responsável por apresentar sobre a simbologia nazista, onde falei sobre a Suástica, SS Schutzstaffel e sobre os triângulos invertidos. 

A palavra suástica remete inevitavelmente à época do nazismo. Neste período, o símbolo ficou marcado no mundo todo como sinônimo de morte, sangue e ódio contra os judeus. Mas a suástica não foi somente utilizada pelos nazistas liderados por Adolf Hitler. Muito antes disso, em outras culturas, a suástica era utilizada como um símbolo místico em muitas épocas e foi utilizada por diferentes povos. Também chamado de cruz gamada, o desenho possui detalhes gráficos que diferem de uma cultura para outra. O posicionamento dos braços que compõe o símbolo tinha significações religiosas completamente opostas. Quando seus braços estão em sentido horário, conforme na bandeira nazista, a suástica seria um símbolo de azar, caso contrário seria um símbolo de sorte. A suástica nazista transmite a noção de movimento e essa noção de movimento pode indicar ciclos ou mesmo um caminho do progresso, como uma ação contínua, com a sociedade sendo regenerada nesse movimento. Uma das teorias é que no nazismo ela significaria o progresso da nação alemã.
Existe uma lei que diz não ser permitido fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo.
Outra curiosidade é que no início no século 20, a Coca- Cola distribuiu vários pingentes promocionais com a suástica. Ironicamente, os combatentes da quadragésima quinta divisão de Infantaria Americana utilizaram uma suástica laranja durante a Primeira Guerra Mundial.

Suástica utilizada na bandeira nazista (Fonte da imagem: Wikipedia)

A SS Schutzstaffel surgiu como guarda pessoal de Adolf Hitler na Alemanha e se tornou, mais tarde, uma das maiores organizações nazistas. A SS era uma tropa constituída por homens de elite rigidamente disciplinados e que chegou a absorver a Gestapo (polícia secreta nazista). O símbolo da SS é a runa Sigel duplicada e está ligada ao poder e ao sol. Uma das possíveis teorias para a utilização desse símbolo na SS é a menção ao poder que a SS continha para levar os judeus para os campos de concentração, simbolizando o pôr do sol.

Símbolo da SS Schutzstaffel (Fonte da imagem: Pinterest)

Face ao enorme remanejamento nos campos de concentração e para efeito de transporte de prisioneiros que cumpriam tarefas fora dos campos, em vez de números, os administradores tiveram de elaborar uma engenhosa solução gráfica de identificação, que os facilitava no monitoramento entre outros cidadãos que trabalhavam nas indústrias bélicas. Esses prisioneiros, requeridos a serviço dentro ou fora dos campos, eram obrigados a usar triângulos coloridos  e invertidos nas vestes para sua rápida identificação ao longe. Eram as cores dos triângulos que facilitavam identificar tanto o campo de origem do prisioneiro como seu idioma. Além do código das cores, alguns subgrupos tinham o complemento de uma letra localizada no centro do triângulo, para especificar prefixo do país de origem do prisioneiro. 

Triângulos invertidos (Fonte da imagem: avidanofront.blogspot.com.br)

Nós do curso técnico em Guia de Turismo, fomos auxiliados pelo docente Fabrício Medeiros e pela bibliotecária Rita Aguiar. Abaixo você pode conferir uma reportagem gravada pelo Programa Extravasa  onde Rita conta sobre a exposição.








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