Em nossa antepenúltima visita técnica do curso, fomos à Brotas e também tivemos uma parada em Águas de São Pedro. Com o guia local de Brotas que é conhecido por "Buza", fomos bem auxiliados em nossa viagem e obtivemos informações de grande valia sobre a cidade.
História de Brotas
Por volta de 1839, foi construída uma capela dando origem à
primitiva povoação local. O território, inicialmente, pertencia à sesmaria da
região de Araraquara e era cortado pelas trilhas de expansão de Minas para o
interior do Estado.
Os primeiros a se fixarem na região foram famílias mineiras
"Gente que estava apenas abandonando o sonho das minas para substituí-lo
pelo sonho da permanência, do plantio, da fixação 'a terra" -
BUSSAB(1992).
Brotas tornou-se distrito de Araraquara em 1841, sendo em 1853
transferido para Rio Claro e tornou-se município em 22 de agosto de 1859. O
aniversário da cidade é comemorado no dia 03 de maio, por ocasião de uma antiga
comemoração católica, a de Santa Cruz.
Brotas teve sua fase de maior desenvolvimento, na década de
vinte e trinta, época da expansão do café para o interior paulista. Viveu em
função desta atividade econômica até sua crise definitiva. É marcante a
presença de imigrantes italianos e seus descendentes que tiveram influência nos
rumos políticos da cidade.
A crise do café trouxe um período de estagnação econômica ao
município que na época perdeu população para os grandes centros urbanos. A taxa
anual de crescimento da população tornou-se positiva à partir da década de
oitenta.
Atualmente, o município ainda possui uma economia
predominantemente agrícola, onde destaca-se também a agroindústria da cana, que
hoje abriga a maior parte da mão-de-obra.
Considerando-se
a tradição agropecuária e os recursos naturais do município, cachoeiras, matas
preservadas e serras, a atual administração municipal junto com a população tem
desenvolvido uma economia turística, com base no ecoturismo (turismo rural,
turismo aventura, como caminhadas, arborismo, esportes de aventura e várias
atividades praticadas junto à natureza), que visa uma alternativa de
desenvolvimento sustentável para o município.
Passeios em Brotas (Fonte da imagem:
História de Águas de São Pedro
Fundada em 25
de julho de 1940 por Octávio de Moura Andrade, Águas de São Pedro é o segundo
menor município brasileiro em extensão territorial com apenas 3,64 quilômetros
quadrados. Com um crescimento projetado e apenas 3.0004 moradores de acordo com
o último censo realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística), a estância coleciona índices de excelência quando o assunto é
qualidade de vida.
Considerada
também cidade-saúde, o município sobrevive principalmente de seus potenciais
turísticos e das águas sulfurosas usadas para tratamentos de diversas
enfermidades. O turismo é a principal atividade de Águas de São Pedro, que
recebe em média 5.000 turistas em finais de semana comuns. O número chega a ser
bem maior nos feriados prolongados e em datas comemorativas como Ano Novo,
Natal e Carnaval, quando passam ao menos 10 mil visitantes pela estância.
A descoberta
das águas medicinais, no entanto, foi por um acaso. Na década de 20, o então
fundador da estância contratou o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas),
hoje USP (Universidade de São Paulo), para analisar as águas minerais
descobertas acidentalmente na busca por petróleo.
A emancipação
de Águas de São Pedro – antes pertencente a São Pedro – só aconteceu no ano de
1948. Impulsionada pelos banhos de águas medicinais oferecidos no primeiro
balneário construído pelo fundador da cidade, mais pessoas procuravam por Águas
de São Pedro e os investimentos começaram a crescer.
Em algumas
décadas, o município ficou conhecido nacionalmente e internacionalmente pela
sua qualidade de vida e sossego. Mais de 50% da população que reside na
estância são idosos. Em Águas de São Pedro, não existe zona rural e área
destinada para a vinda de indústrias.
A procura por
petróleo na década de 30 resultou o que muitos acreditam ser o grande ‘ouro’ da
estância: as águas medicinais, usadas para tratamentos estéticos, terapêuticos
e até mesmo renais. No balneário são encontrados três tipos de águas: a fonte
da Juventude (a 2ª em teor de enxofre no mundo e indicada para tratamento de
reumatismo, alergia, diabetes, asma, colites, moléstias da pele, intoxicação e
inflamação, a fonte Gioconda (indicada para tratamento de males no fígado,
vesícula biliar e intestinos) e a fonte Almeida Salles (evita azia, excesso de
acidez gástrica e diabetes, sendo ingerida após as refeições).
Praça Doutor Otávio de Moura Andrade em Águas de São Pedro
(Fonte da imagem:
Os pontos turísticos que estavam nosso roteiro eram:
- História de Águas de São Pedro
- Balneário e Fontanário de Águas de São Pedro
- Serra de Itaqueri
- Patrimônio
- História de Brotas
- Capela Santa Cruz
- Parque dos Saltos
- Rio jacaré Pepira
- Museu do Calhambeque
- Museu do Cotidiano
- Igreja Matriz e Casa Paroquial
- Praça Amador Simões
- Casa da Cachaça
- Eco Ação (Agência de Turismo)
- Fazenda da Areia que Canta
- História de Torrinha
- História Santa Maria da Serra
Fiquei responsável pela apresentação da Casa da Cachaça e aproveitei para abordar sobre a história da cachaça e algumas curiosidades.
Existem algumas versões para a história da cachaça. Uma delas é que antigamente, no Brasil, para se ter melado, os escravos colocavam o caldo da cana-de-açúcar em um tacho e levavam ao fogo. Não podiam parar de mexer até que uma consistência cremosa surgisse. Um dia, cansados de tanto mexer e com serviços ainda por terminar, os escravos simplesmente pararam e o melado desandou! O "azedo" do melado antigo era álcool, que aos poucos foi evaporando e formou goteiras no teto do engenho, que pingavam constantemente. Era a cachaça, já formada, que pingava. Daí o nome "pinga". Quando a pinga batia nas suas costas marcadas com as chibatadas dos feitores, ardia muito. Por isso deram o nome de "água-ardente". Foi também utilizada como moeda de troca para comprar escravos.
Em 1996, o então presidente Fernando Henrique Cardoso legitima a cachaça como produto tipicamente brasileiro, estabelecendo critérios de fabricação e comercialização. Em 2012, uma lei transformou a cachaça em Patrimônio Histórico Cultural do estado do Rio de Janeiro. Outras teorias dizem que a cachaça foi criada em Portugal e no Brasil apenas passou a ser produzida em escala. De qualquer forma, a cachaça no Brasil é motivo de vários tours gastronômicos e é muito reconhecida e adorada pelos brasileiros.
A cachaça é o terceiro destilado mais consumido no mundo, ficando atrás apenas da vodca e do soju, destilado coreano feito do arroz e da batata doce, bebido em toda Ásia. No Brasil, apenas a cerveja, um fermentado, está na frente da cachaça. Atualmente o Brasil tem 30 mil Fabricantes de Cachaça sendo São Paulo o maior produtor de cachaça industrial e Belo Horizonte o maior produtor de cachaça artesanal.
Por definição, a cachaça é a aguardente de cana que possui teor alcoólico entre 38% e 48%. Ela pode ser classificada como branca (engarrafada logo depois de produzida) ou envelhecida, com cor, aroma e sabor alterados pelo armazenamento em barris de madeira por um ano, no mínimo. Se a envelhecida permanece mais de três anos armazenada nos barris recebe a qualificação de Cachaça Premium ou Extra Premium.
(Fonte da imagem: )
Casa da Cachaça
A Casa da Cachaça é considerada um famoso ponto turístico na cidade de Brotas. É um lugar excêntrico, acolhedor, agradável e onde você poderá, inclusive, degustar aquela cachaça típica do interior. Esse lugar já participou de entrevistas em canais de TV demonstrando toda a sua qualidade em produtos fabricados artesanalmente e virou ponto de encontro de muitos turistas que procuram uma bebida de qualidade, que sem sombra de dúvidas você encontra a Casa da Cachaça. Luciano Malagutti, o simpático proprietário, recomenda sempre a cachaça Rasteirinha, envelhecida em carvalho. E oferece salame apimentado, queijo cremoso, café coado na hora e outras gostosuras para conquistar seus visitantes.
Fundada por volta de 12 anos a Casa de Cachaça é sinônimo de qualidade. Nela você encontra cachaças envelhecidas, licores e cachaças de vários sabores, queijos, requeijão, manteiga caseira, doces, geléias, biscoitos, pimentas e cervejas artesanais.
Os clientes têm ainda a oportunidade de comprar lembranças da cidade, camisetas, bonés, artesanato e barris para armazenar cachaça.
Entre no site e faça um tour virtual pela loja, basta clicar aqui!
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Interior da Casa da Cachaça (Fonte da imagem:
Endereço: Av. Padre Barnabé Giron, 221, Brotas - SP, 17380-000
Telefone: (14) 3653-2273
Horário de funcionamento: aberta de segunda a sexta-feira, das
9h ás 12h e das 13h às 18h e aos sábados e domingos, das 9h às 18h.
Formas de pagamento: Cartões de Crédito: Diners, Mastercard, Visa; Cartões de
Débito: Maestro, Rede Shop, Visa Electron.
Minha função técnica foi realizar as considerações finais . Segue abaixo como eu realizei essa função:
"Senhoras e senhores, em nome do Senac Piracicaba, da Agência
Monte Alegre, do nosso motorista e em meu nome, gostaria de agradecer a
preferência e desejo um ótimo regresso a seus lares.
Espero que guardem boas lembranças de nossa viagem e que se
lembrem de que viajar é uma das melhores terapias que existem, pois estimula a
convivência saudável entre nós seres humanos, o aprendizado de novas culturas e
a preservação ambiental. Estarei os auxiliando no desembarque e espero vê-los
novamente. Um grande abraço a todos. "




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