Nossa última visita técnica realizada durante o curso ocorreu em Curitiba nos dias 04 e 05 de junho de 2016. Acredito que tenha sido uma ótima experiência para todos, pois a maioria dos meus colegas de sala nunca haviam ido à Curitiba ou andado de avião. Realizamos o embarque no sábado (dia 04) no Aeroporto Internacional de ViraCopos em Campinas e desembarcamos no Aeroporto Internacional Afonso Pena, um aeroporto localizado
em São José dos Pinhais, na Grande Curitiba, a 18 km do centro da capital
paranaense.
Fomos acompanhados pelo Guia de Turismo local chamado Leandro e o hotel em que ficamos hospedados chama-se Go Inn, e contava com uma equipe bem treinada e muito receptiva. Tanto nosso check-in quanto nosso check-out foi feito com muita rapidez. Café da manhã completo no domingo e internet
disponível em todos os ambientes.
Curitiba nasceu indígena e portuguesa, no primeiro planalto do Paraná, 934 metros acima do nível do mar. Seu nome significa pinheiral, na linguagem dos índios Guarani. Remete à predominância do pinheiro-do-Paraná em seu território.
A "certidão de nascimento" de Curitiba assinala o dia 29 de março de 1693, quando foi criada a Câmara Municipal. Naquele final de século XVII, a cultura era de subsistência e a atividade econômica tinha base na mineração.
O ciclo econômico seguinte foi o tropeirismo: condutores de gado viajavam entre Viamão, no Rio Grande do Sul, e a Feira de Sorocaba, em São Paulo, de onde os animais eram levados para Minas Gerais. Os tropeiros faziam invernadas a meio caminho, nos "campos de Curitiba", acampamentos que só eram desmontados depois da estação fria. Aproveitavam o inverno para fazer negócios e acabaram induzindo Curitiba à condição de importante entreposto comercial.
Muitas outras marcas se devem ao ciclo tropeiro, que durou mais de dois séculos: a erva-mate na forma de chimarrão (quente, porque o tererê dos índios era com água fria), o uso de ponchos de lã, a carne assada, o fogo de chão que provocava as rodas de prosa e os "causos", o sotaque escandido - leitE quentE -, a abertura de caminhos e a formação de povoados.
Dois outros ciclos econômicos foram praticamente paralelos na história de Curitiba: o da erva-mate e o da madeira. Sua expansão, no final do século XIX, motivou a construção da Estrada de Ferro Paranaguá-Curitiba, primeira ligação da capital da então Província do Paraná com o Litoral. Feita em cinco anos (1880-85), a ferrovia é uma das maiores obras da engenharia nacional, graças aos irmãos engenheiros Antonio e André Rebouças. Utilizou grandemente a força de trabalho dos imigrantes, chegados em massa desde meados dos anos 1800.
Curitiba se beneficiou, no início do século XX, com a riqueza oriunda dos engenhos de erva-mate. Seus proprietários, os "barões da erva-mate", construíram mansões para moradia na capital, em boa parte preservadas em dois conjuntos significativos, nos bairros Batel e Alto da Glória.
O ciclo econômico seguinte foi o da monocultura do café, que semeou cidades no norte do Estado do Paraná, com reflexos evidentes sobre a economia da capital.
Castigado pelas intempéries, o café foi sendo aos poucos substituído pela soja, até sua completa erradicação após a geada negra de julho de 1975.
A cultura mecanizada da soja expulsou trabalhadores do campo. Curitiba recebeu grandes contingentes de migrantes. Precisou de decisões rápidas para evitar o caos urbano e antecipar demandas futuras. Investiu no planejamento urbano e na gestão municipal centrada no homem, ou seja, nos 1.587.315 habitantes recenseados em 2000.
O ponto turístico que fiquei responsável por apresentar no sábado, foi o Jardim Botânico, que é um dos principais cartões postais de Curitiba e é considerado um dos espaços públicos mais conhecidos e visitados de Curitiba, o Jardim Botânico – inaugurado no dia 05 de outubro de 1991 – contempla 178 mil m² de área verde e muita história. O nome oficial é uma homenagem a Francisca Maria Garfunkel Rischbieter, considerada uma das pioneiras no planejamento urbano da cidade.
O Jardim Botânico tem na estufa o seu principal destaque. Em estilo art-nouveau e inspirada no Palácio de Cristal de Londres, o local é aberto ao público e abriga uma série de espécies da floresta atlântica, como por exemplo, caetê e palmito. Há no seu interior uma estátua em homenagem ao Dia Mundial do Habitat. A área também é muito procurada por fotógrafos e oferece uma bela visão do jardim em estilo francês do Botânico.
Além da estufa, uma das principais atrações fica por conta do Jardim das Sensações. O espaço visa estimular os sentidos através da experiência envolvendo plantas. Ao longo de um trajeto de 200 metros, o visitante – com os olhos vendados – têm a possibilidade de tocar, cheirar e sentir a textura de mais de 70 espécies de plantas localizadas no interior do jardim. O passeio é gratuito e pode ser realizado de terça-feira a domingo das 9h às 17h.
Assim como o Jardim das Sensações, o parque também é sede do Museu Botânico Municipal. A história do local, que conta com cerca de 400 mil plantas secas identificadas e preservadas, remete ao pioneirismo de Gerdt Guenther Hatschbach. Nascido em 1923, o Doutor Honoris Causa em Botânica foi convidado pelo então prefeito de Curitiba Ivo Arzua para compor o museu, inicialmente instalado no Passeio Público. Hatschbach – desde os 18 anos colecionando plantas – coletou ao longo de sua carreira mais de 80 mil exemplares, com destaque para 500 novas espécies. A importância de seu legado se traduz em números: 177 plantas levam o nome Gertii ou Hatschbachii na espécie, em sua homenagem. Gerdt Guenther Hatschbach faleceu em abril de 2013 e atualmente dá nome a um espaço no Museu Botânico de Curitiba.
Outro ponto bastante fotografado e apreciado no Jardim Botânico é a estátua “Amor Materno”, do artista polonês João Zaco Paraná. Inaugurada no dia 09 de maio de 1993 – na gestão municipal de Rafael Greca de Macedo – a obra contem os seguintes dizeres: “Homenagem da comunidade polonesa a todas as mães paranaenses que, geradoras da vida, dão alma à Curitiba Tricentenária”. A obra original, datada de 1907, está localizada no Rio de Janeiro. A cópia veio para Curitiba como um presente da Braspol – Representação Central da Comunidade Brasileiro-Polonesa no Brasil.
A proporção conquistada pelo Jardim Botânico está intrinsecamente ligada aos costumes da região. Em 1992, um ano após a inauguração do local, foi formalizado um plebiscito com o intuito de alterar o nome do bairro, até então oficialmente chamado de Capanema. Através do IPTU, todos os moradores tiveram a oportunidade de votar, e o resultado final trouxe 1.341 pessoas a favor da mudança do nome em homenagem ao parque, contra 351 votos. Antes mesmo de surgir o Jardim Botânico, grande parte da região era contemplada por terras pertencentes a Guilherme Schüch, grande figura na política brasileira, conhecido como o “Barão de Capanema”. A importância do personagem era tanta, que em 1880, D. Pedro II visitou o local e o considerou como um dos mais belos hortos do período imperial.
O Jardim Botânico de Curitiba fica aberto das 6h às 20h (no horário de verão até às 21h), todos os dias. O Jardim das Sensações fecha na segunda-feira. Fica na Rua Eng. Ostoja Roguski, s/ n°, no bairro Jardim Botânico. Há entrada também pela Av. Prefeito Lothário Meissner.
Ao visitar o Bosque do Papa pudemos conhecer Danuta Lisicki de Abreu, coordenadora do Bosque do Papa e representante da Missão Católica Polonesa. Se você clicar aqui, será direcionado para o acervo digital da UFPR, efetue download e poderá conferir uma entrevista com a Sra. Danuta.
No sábado nosso almoço foi no restaurante Boi Dourado e o jantar no famoso restaurante Madalosso, o maior da América do Sul. Ainda tivemos a honra de conhecer a Sra Flora Madalosso, fundadora e proprietária de lá.
O ponto turístico que fiquei responsável por apresentar no
domingo foi a Igreja de Nossa Senhora do Rosário de São Benedito.
A antiga Igreja do Rosário, construída pelos escravos, era ponto de referência para a cidade de Curitiba a partir de 1737. Serviu de local de culto para os negros, foi a Igreja Matriz de Curitiba de 1875 a 1893, durante a construção da Catedral na Praça Tiradentes. Acolheu também imigrantes poloneses que encontraram ali um local para suas celebrações. A atual Igreja do Rosário, com características neocoloniais, foi construída no local da antiga, demolida em 1931.
O frontispício (fachada principal) da Igreja apresenta em azulejos da antiga Igreja uma procissão de colonos que se dirige ao oratório, encimado pela imagem de Nossa Senhora. O interior da Igreja ostenta um conjunto de vitrais totalmente restaurados: os maiores apresentam cenas de vida de Jesus, acentuando o Cristo juiz e o Cristo médico que cura os doentes. Os demais vitrais mostram imagens de santos de devoção popular ou que são invocados durante o ano.
O nome original era Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos de São Benedito. Com a abolição da escravatura perdeu sua razão original de ser a igreja dos descendentes de escravos.
A partir de 1951, com a presença dos jesuítas, a Igreja busca cada vez mais sua identidade: ela está inserida na realidade da Arquidiocese de Curitiba, procura ser um centro irradiador da Espiritualidade Inaciana e tem, a partir de sua localização, a missão de acolher todas as pessoas em busca de recolhimento, oração e atendimento espiritual.
Além disso, a partir de 1971 é chamada oficialmente de Santuário das Almas, para celebrar a Esperança cristã, fazendo a memória diária das pessoas falecidas.
No interior da Igreja existe uma Via-sacra com azulejos em estilo português, além do túmulo do Monsenhor Celso Itiberê da Cunha, antigo pároco de Curitiba, falecido em 1931.
Aos domingos às 8h é celebrada a Missa do Turista e Feirantes.
Endereço: Rua Trajano Reis, 14 – Praça Garibaldi – CEP 80510-220 - São Francisco – Curitiba (PR)
E-mail: igrejarosario.curitiba@gmail.com
Telefone: (41) 3322-3150
Um ponto turístico que gostnte de visitar em Curitiba foi a Mesquita Imam Ali ibn Abi Tálib, templo religioso da comunidade muçulmana de Curitiba.
Seu nome homenageia um importante guia espiritual, tido como sucessor legítimo de Maomé pelos muçulmanos do grupo xiita. Por séculos, essa reverência a Ali é motivo de discórdia com os sunitas, que compõem o maior ramo da religião e acreditam na ausência de herdeiros do famoso profeta. Embora seja histórica, essa divergência não tem vez sob o teto do templo curitibano, um dos poucos no mundo a receber não só os diferentes adeptos do islamismo como o público de qualquer fé.
O fato de rezarem lado a lado sob o mesmo teto atiçou a atenção de diversos pesquisadores ao redor do mundo. Como é o caso do professor de filosofia medieval árabe da Universidade Federal de São Paulo, Jamil Ibrahim Iskandar. “Isto não é comum. É o único caso no Brasil. Normalmente cada doutrina tem a sua mesquita. Mas o caso de Curitiba é histórico, pois isso ocorre desde 1957”, sentencia. “A tolerância se deve ao fato de os primeiros imigrantes libaneses terem tido a sorte e a lucidez de se unirem em um país desconhecido. Foi a preservação cultural mediada pela religião
Para entrar na Mesquita deve-se tirar os sapatos e no caso mulheres também cobrir a cabeça com véu.
Ela fica localizada na Rua Doutor Kellers, 383, São Francisco e seu telefone é 3222-4515.
Em nosso último dia de visita técnica almoçamos no restaurante Cantinho Mineiro e fizemos nosso lanche da tarde em uma padaria. Quando chegamos no Aeroporto Internacional Afonso Pena para pegarmos nosso voo com destino ao Aeroporto Internacional de ViraCopos em Campinas, os docentes que nos acompanhavam (Sandra Zotelli e Fabrício Medeiros) foram resolver o caso da perda do documento de identidade de uma aluna e após isso pudemos embarcar e retornar à Piracicaba.
Nessa viagem não tivemos funções técnicas para todos os alunos, pois a docente e Guia de Turismo Sandra Zotelli se propôs a executar as funções para que pudéssemos observar um Guia de Turismo trabalhando.
Para conhecer algumas curiosidades sobre Curitiba, basta clicar aqui.
Seu nome homenageia um importante guia espiritual, tido como sucessor legítimo de Maomé pelos muçulmanos do grupo xiita. Por séculos, essa reverência a Ali é motivo de discórdia com os sunitas, que compõem o maior ramo da religião e acreditam na ausência de herdeiros do famoso profeta. Embora seja histórica, essa divergência não tem vez sob o teto do templo curitibano, um dos poucos no mundo a receber não só os diferentes adeptos do islamismo como o público de qualquer fé.
O fato de rezarem lado a lado sob o mesmo teto atiçou a atenção de diversos pesquisadores ao redor do mundo. Como é o caso do professor de filosofia medieval árabe da Universidade Federal de São Paulo, Jamil Ibrahim Iskandar. “Isto não é comum. É o único caso no Brasil. Normalmente cada doutrina tem a sua mesquita. Mas o caso de Curitiba é histórico, pois isso ocorre desde 1957”, sentencia. “A tolerância se deve ao fato de os primeiros imigrantes libaneses terem tido a sorte e a lucidez de se unirem em um país desconhecido. Foi a preservação cultural mediada pela religião
Para entrar na Mesquita deve-se tirar os sapatos e no caso mulheres também cobrir a cabeça com véu.
Ela fica localizada na Rua Doutor Kellers, 383, São Francisco e seu telefone é 3222-4515.
Em nosso último dia de visita técnica almoçamos no restaurante Cantinho Mineiro e fizemos nosso lanche da tarde em uma padaria. Quando chegamos no Aeroporto Internacional Afonso Pena para pegarmos nosso voo com destino ao Aeroporto Internacional de ViraCopos em Campinas, os docentes que nos acompanhavam (Sandra Zotelli e Fabrício Medeiros) foram resolver o caso da perda do documento de identidade de uma aluna e após isso pudemos embarcar e retornar à Piracicaba.
Nessa viagem não tivemos funções técnicas para todos os alunos, pois a docente e Guia de Turismo Sandra Zotelli se propôs a executar as funções para que pudéssemos observar um Guia de Turismo trabalhando.
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